Salvador

Afoxé Filhos de Korin Efan desfila no Pelourinho neste domingo

Divulgação / Lucas Felipe
Bloco celebra, durante passagem no Pelourinho, a cultura afro-brasileira e reforça a identidade dos afoxés  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Lucas Felipe
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 15/02/2026, às 12h00 - Atualizado às 12h00



O bloco Afoxé Filhos de Korin Efan vai desfilar no Carnaval do Pelourinho neste domingo (15), a partir do meio-dia, com danças ao som de agogôs e de cabaceiras que evocam a memória ancestral e celebram a cultura afro-brasileira, reforçando a identidade dos afoxés.

De acordo com a presidente da Sociedade Cultural e Carnavalesca, Elisângela Silva, o grupo celebra a ancestralidade, as expressões, os rituais e a promoção social e cultural do povo negro. 

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“Levaremos para a avenida os elementos que simbolizam a origem dos afoxés e a conexão com a fé de matriz africana.  Festejaremos o reconhecimento do desfile dos afoxés, como patrimônio Imaterial da Bahia, bem como, o candomblé”, afirmou.

O desfile deste ano percorre as ruas do circuito Batatinha, homenageando a história dos afoxés com o tema: “AFOXÉS DA BAHIA: UMA HISTÓRIA DE ANCESTRALIDADE, FÉ E RESISTÊNCIA”.

A apresentação inclui babalotim, estandartes, alas de dança, ritmos de ijexá, fantasias, coreografias e a participação de reis (Baba Afoxé) e rainhas (Yá Afoxé). O enredo também ressalta os rituais de abertura de caminhos.

Entre os homenageados estão blocos históricos como Afoxé Pandagos da África, Embaixada Africana e Badauê, além de grupos ainda ativos, como Filhas de Gahady, Filhos de Gandhy e Dança Bahia, que preservam o legado cultural.

“Chamamos a atenção a necessidade de políticas públicas de salvaguarda dos desfiles de afoxé e o respeito à ancestralidade, ao meio ambiente e a manutenção das  tradições”, pontuou Elisangela.

O Afoxé Filhos de Korin Efan mantém viva a tradição desde 1980, quando foi criado por Mestre Erenilton Bispo dos Santos, Elemaxó da Casa de Oxumarê e ex-diretor do Afoxé Filhos de Gandhy. Mestre Erenilton, que faleceu em 2014, foi reconhecido como Mestre Popular pela Assembleia Legislativa em 2012, destacando-se pelo conhecimento profundo dos cânticos ketu, ijexá, jêje e angola, além de promover a inclusão das mulheres nos desfiles, algo pioneiro entre os afoxés.

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