Salvador

Após desastre na Igreja de São Francisco, Sosthenes Macedo orienta a população e detalha medidas de isolamento

Foto 1: Dandara Amorim/BNews | Foto 2: Sosthenes Macedo/Codesal
Sosthenes Macedo orienta e destaca a importância de se afastar de áreas de risco e solicitar vistorias para evitar tragédias  |   Bnews - Divulgação Foto 1: Dandara Amorim/BNews | Foto 2: Sosthenes Macedo/Codesal

Publicado em 06/02/2025, às 11h42   Dandara Amorim e Maurício Viana



Em meio à repercussão nacional em torno da queda do teto da Igreja de São Francisco no Centro Histórico de Salvador na última quarta-feira (5), o diretor geral da Defesa Civil, Sosthenes Macedo deu detalhes a respeito do trabalho que tem sido executado, como também afirmou que se a estrutura oferecia riscos, o local tinha que estar fechado.

“A gente faz esse apelo aqui às pessoas, que ao observarem qualquer sinal ou cenário de risco, se afastem do risco, porque se havia a possibilidade de ocorrência como a que aconteceu aqui ontem, era para que as pessoas estivessem afastadas desse cenário de risco”, disse, aproveitando também para orientar os cidadãos sobre o que fazerem ao observar algum tipo de perigo, “Liguem para a Codesal, solicitem a vistoria para que uma avaliação seja realizada por um profissional habilitado pelo CREA ou pelo CAU, seja um arquiteto, seja um engenheiro nosso. A gente tem aqui as medidas de prevenção para que nós possamos assim fazer as vistorias e garantir que episódios como esse não voltem a ser repetidos na nossa cidade”, afirma.

Sosthenes também relembra que em outra oportunidade a região da igreja foi fechada por precaução devido aos riscos à população que transitava pelo local.

“Nessa mesma igreja, nós tivemos episódio em 2023, você deve se recordar, no pináculo que ficava na parte alta da igreja que tinha risco de queda. Assim que nós observamos, fizemos a varredura e os estudos e identificamos o risco, imediatamente nós apontamos o fechamento da rua, três meses de rua fechada até que nós tivéssemos a autorização do órgão tombador, nesse caso o Iphan, para que uma operação de retirada daquele pináculo fosse realizada por nossas equipes em parceria com outros órgãos da prefeitura”, relembra.

“Nós fizemos isso e garantimos assim a segurança da população e o retorno do uso dessa importante via aqui do nosso Centro Histórico do Pelourinho. Então em toda e qualquer situação de risco que nós observarmos que há risco para aqueles usuários, nós apontamos uma série de desdobramentos e se for o caso inclusive o encerramento das atividades com o fechamento do imóvel”, conta.

Após o desastre ocorrido na igreja, Sosthenes deu detalhes das medidas tomadas na área atingida.

“Nós fizemos o isolamento total da igreja. Houve o desprendimento do forro de madeira da nave central, mas ainda na área do altar e nas laterais, embora não apresente nenhum risco iminente visual, é claro que depois desse episódio todo o espaço ficará fechado até que o restauro seja realizado. A liberação só será dada quando o risco for sanado e nesse caso por se tratar de uma igreja tombada pelo patrimônio histórico nacional somente após o restauro realizado com as vistorias sequentes também desenvolvidas pela prefeitura para garantir que a obra está em conformidade, liberando para o uso da população”, explica.

“Nesse momento estamos aqui atuando de forma conjunta durante todo o tempo, mas nós temos também o projeto Casarões, que faz a vistoria das edificações aqui do Centro Histórico, somente no Centro Histórico nessa poligonal do Pelourinho até o Santo Antônio Além do Carmo, nós temos quase 1.300 edifícios, sejam comerciais, restaurantes, pousadas e também igrejas. Todas essas são vistoriadas e são encaminhadas para os particulares, para os proprietários, a necessidade de manutenção predial e também são encaminhadas para o Iphan, que é o órgão tombador para conhecimento e providências. Então, toda essa tratativa que é realizada pelo órgão de prevenção, que é a Defesa Civil, é encaminhada formalmente para o órgão tombador e para os particulares responsáveis, detentores desses seus imóveis”, completa.

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