Salvador

Após morte de criança, UPA de Itapuã é pauta em audiência pública da Câmara de Vereadores de Salvador

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Morte do pequeno Marcos Túlio em março na UPA de Itapuã virou investigação na polícia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Google Earth
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 25/11/2025, às 16h01



Depois da morte do pequeno Marcos Túlio, de apenas cinco anos de idade, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã em março deste ano, a unidade de saúde será pauta em audiência pública na Câmara de Vereadores no próximo dia 02 de dezembro, às 09h.

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A audiência acontecerá na Sede do Malê Debalê, no Alto do Abaeté, e será aberta ao público. O vereador Silvio Humberto (PSB) foi quem convocou a audiência, a fim que possam reclamar, sugerir e cobrar de todas as autoridades presentes melhorias na UPA de Itapuã.

Ao BNews, Priscila Vaz, mãe de Marco Túlio, segue cobrando por justiça após a morte do seu filho. "Todo apoio que vir para mim é muito bem-vindo. Eu espero mudanças, tem muita coisa errada na UPA, não foi só a morte do Marcos".

RELEMBRE O CASO

Marcos chegou na UPA no dia 27 de março deste ano, quando vomitava, sentia febre e mal-estar. Foram feitos uma avaliação e a criança foi liberada com diagnóstico de dengue, mas a mãe conta que o exame do pequeno foi alterado.

O laudo do IML apontou que a criança morreu de meningite. A mãe contratou um advogado e, após reunir documentos da unidade de saúde, afirmou ter encontrado indícios de homicídio e falsidade ideológica, já que a médica responsável não era pediatra. O caso foi registrado na 12ª Delegacia Territorial da Polícia Civil da Bahia, que identificou problemas como falsificação de documentos e alteração de prontuários na UPA de Itapuã.

Além disso, o diretor da UPA também foi indiciado por falsificação de documento público, após entregar um relatório no qual afirmava que Marcos tinha melhorado e, por isso, recebido alta. De acordo com a mãe, tudo já foi apurado pela delegacia, documentado e pode ser comprovado. Ao todo, três médicos foram indiciados no caso.

Na época, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) afirmou que "já adotou as medidas legais e administrativas cabíveis quanto ao ocorrido". Além disso, a SMS ressaltou que tratar de procedimento em andamento, as informações seguem em caráter sigiloso, conforme prevê a legislação. A SMS reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o fortalecimento contínuo da qualidade da assistência prestada à população".

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