Salvador

Bar do desassossego? Moradores denunciam poluição sonora em Brotas: ‘Atentado à decência’

Leitor Bnews
Populares reclamam de barulho causado por som alto em bar da comunidade  |   Bnews - Divulgação Leitor Bnews

Publicado em 08/05/2025, às 06h20   Aina Soledad



O fim de semana de moradores da região do Alto do Itaigara, em Salvador, é marcado por barulho. O motivo, segundo eles, é a poluição sonora causada pelo Boteco do BL, localizado na rua Ligel, na comunidade popularmente conhecida como ‘Polêmica de Brotas’.

Em busca de atuação mais enérgica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), para sanar o problema, eles procuraram o Bnews para denunciar o caso.

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“O som entra no meu apartamento como se estivesse ao lado, impossível conversar, assistir a TV, ver um filme, é um absurdo”, desabafa um morador que prefere não se identificar.

O repertório peculiar, com canções de cunho sexual, também incomoda os moradores.

“Além dos decibéis muito acima do tolerável, o repertório é um atentado à decência: aquele funk pornográfico, horrível”, disse outro morador. “Fico imaginando como reagem as crianças que ouvem aquilo. E os pacientes do Hospital Tereza de Lisieux, que fica em frente, como suportam isso?”, concluiu.

A reclamação é recorrente. Segundo os denunciantes, há mais de um ano o estabelecimento promove eventos no local. De acordo com as denúncias, o som começa no fim das tarde de sexta, de sábado e vai até meia noite de domingo.

Confira


A crítica foi negada pela proprietária do BL Boteco, Livia Ligel, que afirmou que o bar está fechado há algum tempo. O barulho na região, segundo ela, é causado por moradores do local, não nas dependências do bar.

“Nós demos um tempo justamente por isso. Os outros fazem as coisas e nós levamos a culpa. Nós pagamos impostos e estamos com todas as taxas em dia, mas diante de tudo o que vem acontecendo, penso em fechar definitivamente, mesmo precisando trabalhar para sustentar meus filhos”, disse a empreendedora, que utiliza parte da verba do bar para arcar com os custos de um filho com deficiência.

Ao Bnews, a Sedur informou que já realizou fiscalização no local e que vai programar uma nova operação para a área. A pasta ainda informou que, para denunciar, o cidadão deve ligar para o número 156.

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