Salvador

Canteiros abandonados viram ponto de lixo e geram revolta entre moradores de bairro nobre em Salvador

Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @amabarra9
Moradores e comerciantes reclamam do estado de abandono dos canteiros na Rua Afonso Celso, em Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @amabarra9
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 03/04/2026, às 14h23



Os moradores e comerciantes que residem e trabalham na Rua Afonso Celso, localizada no bairro da Barra, em Salvador, têm denunciado o estado de abandono dos canteiros implantados durante a requalificação dos passeios realizada pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

O que inicialmente parecia ser uma proposta de criação de áreas verdes tem, segundo relatos, se transformado em um problema urbano.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Sem manutenção adequada, os espaços passaram a ser utilizados para o descarte irregular de lixo. Ainda segundo a denúncia, em dias de chuva, a situação se agrava com os canteiros acumulam lama, dificultando a circulação de pedestres e contribuindo para a sensação de descuido na via.

A proposta pode estar relacionada ao conceito de “jardins de chuva”, uma solução de infraestrutura verde que prevê canteiros rebaixados capazes de captar e infiltrar a água no solo, reduzindo alagamentos e poluição. No entanto, moradores questionam se a execução segue, de fato, esse modelo, já que não há sinalização, manutenção ou qualquer tipo de orientação à população.

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

Nas redes sociais, as críticas se multiplicam entre os comentários dos internautas e residentes da região: “A prefeitura não se importa com nada”, comentou uma internauta. “Mostrar que a cidade é abandonada e possivelmente se plantar flores vai haver predadores”, escreveu outra. “Esta é a marca da prefeitura… canteiro sem plantas”, ironizou uma terceira.

Apesar das críticas, há quem aponte também a falta de engajamento da própria comunidade, já que moradores e comerciantes poderiam colaborar na conservação dos espaços ou até adotá-los. Ainda assim, a ausência de ações coordenadas do poder público é o principal alvo das reclamações.

A equipe do BNews entrou em contato com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (SEMAN) e com a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SECIS) para esclarecer se os canteiros fazem parte de um projeto de “jardins de chuva”, se há previsão de manutenção ou requalificação, além de possíveis ações educativas ou programas de adoção desses espaços. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)