Salvador

Detalhe em piso do Palacete Tira-Chapéu gera polêmica nas redes sociais; entenda

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Caso veio à tona nesta terça-feira (4), após publicação da jornalista Maíra Azevedo  |   Bnews - Divulgação Reprodução/X
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 05/02/2025, às 13h00 - Atualizado às 17h30



Um detalhe no piso do Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, causou polêmica nas redes sociais, nesta quarta-feira (4). O assunto veio à tona após a jornalista Maíra Azevedo, também conhecida como Tia Má, publicar uma foto do símbolo em seu perfil no X (antigo Twitter). 

Nos comentários da publicação, internautas questionaram se a figura era ou não uma suástica nazista. “Vi isso desde a primeira vez que fui e fiquei espantado”, disse uma pessoa. “Chocado”, escreveu outra. 

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Por meio de nota, a assessoria da edificação informou que os grafismos decorativos foram escolhidos pelo arquiteto italiano Rossi Baptista, ao projetar o Palacete Tira-Chapéu, em 1917, e que se trata de uma cruz gamada, um dos símbolos religiosos mais antigos do mundo. “Encontrado em sítios do Neolítico, de 15 mil anos atrás, ao longo do tempo, foi vinculado ao budismo, ao hinduísmo e a diversas culturas, numa representação de conceitos como boa sorte, fortuna, prosperidade e harmonia com o universo”, diz o comunicado. 

Ainda de acordo com o texto, o grafismo foi muito utilizado na arquitetura no início do século XX e incorporado ao Palacete Tira-Chapéu como parte da expressão artística e cultural da época. Dessa forma, “coube ao Palacete conduzir esse símbolo através do tempo e, agora, tornar-se uma espécie de guardião do seu verdadeiro significado.  Há cerca de cinco anos, quando a equipe responsável pelo restauro do Tira-Chapéu iniciou os trabalhos de prospecção no local, o detalhe foi descoberto entre os diversos grafismos que compõem a estética do prédio histórico, e mantido como um dos seus elementos originais, em respeito às limitações impostas pela legislação aos bens tombados”. 

“A permanência do grafismo também se justifica por seu caráter esclarecedor e educativo sobre a história e suas nuances. Reiteramos o nosso compromisso com a preservação do patrimônio cultural e com o respeito às diferentes tradições”, concluiu.  

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