Salvador
Publicado em 21/02/2025, às 11h14 Daniel Serrano e Maurício Viana
Durante a coletiva de imprensa realizada na Senzala do Barro Preto, em Salvador, para apresentar a programação e os serviços do Carnaval 2025, o diretor da Codesal, Sosthenes Macêdo, detalhou as ações realizadas para combater o incêndio que atingiu um casarão no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, na noite desta quinta-feira (20).
“Estivemos lá ontem no episódio no momento do incêndio, fomos acionados pelo diretor-geral da Guarda Municipal, Maurício Lima e também pelo subprefeito da região, o coronel Sérgio Freire, nos deslocamos com a nossa equipe de técnicos da Codesal, o Corpo de Bombeiros também imediatamente realizando o combate ao incêndio, muito embora até agora, essas primeiras horas da manhã de sexta-feira, estivemos juntos com as equipes que lá estiveram presentes ontem com o coronel Marchesini, a coronel Lutiane, que é a comandante do primeiro BPM, o coronel Ramon Diego, que era o oficial responsável pela operação de combate para arrefecer a área, e assim, por ventura, as equipes da Codesal poderem realizar suas vistorias com segurança”, explica.
Sosthenes também conta que vistorias já haviam sido realizadas no local e também detalha a dificuldade de adentrar alguns espaços devido ao empecilho com moradores.
“É um casarão antigo, já vistoriado, já de conhecimento da Defesa Civil de Salvador, na semana passada, quando nós realizamos a força-tarefa junto com o IPHAN, nós estivemos nesse local, tivemos dificuldade de realizarmos as vistorias, por vezes porque os proprietários não permitem, eles acham que na realização da vistoria nós vamos interditar, e por vezes é necessário efetivamente interditar para que não tenhamos risco como o ocorrido no incêndio ou mesmo com desabamentos que ocorrem em algumas localidades em alguns desses sítios históricos que nós temos em Salvador. Então, fizemos essa vistoria prévia”, afirma.
“Hoje, durante o dia, as nossas equipes de engenheiros e arquitetos do Projeto Casarões retornarão para realizar a nova vistoria e observar se vai ser necessário demolição de parte integral ou mesmo das edificações laterais e a do fundo. Isso tudo vai se dar com uma análise criteriosa, técnica, com profissionais habilitados pelo CREA, pelo CAO, arquitetos e engenheiros da nossa Codesal para que não só os moradores da edificação que tiveram os seus bens perdidos, das edificações laterais, mas também os condutores e transeuntes que passam por aquela importante via de ligação do Barbalho com a região do Santo Antônio Além do Carmo”, completa.
Sosthenes também aproveitou para explicar a atuação da Codesal durante o Carnaval de Salvador.
“Nossa atuação ela se dá desde antes, todos os mega eventos de Salvador, nós temos aqui os profissionais da Codesal que realizam o mapeamento das áreas de risco, a varredura dos nossos circuitos do Carnaval e durante todo o período, nós fazemos através de postos avançados, seja os nossos da Codesal, sejam postos combinados com os da Saltur, engenheiros e arquitetos que estarão em todo o circuito. Como no ano passado vocês observaram que tivemos algumas intercorrências e imediatamente os primeiros a estarem lá para conclamar os demais órgãos do sistema municipal de proteção e Defesa Civil, é um preposto da Codesal. Então, esses valorosos integrantes da nossa defesa civil de Salvador, engenheiros e arquitetos estarão dispostos ao longo de todo o circuito, seja no Barra-Ondina, seja no Campo Grande, numa eventual necessidade de risco afastar imediatamente com as parcerias devidas com aqueles que fazem parte do nosso sistema”, explica.
Sosthenes também detalhou a respeito das ações da Defesa Civil para vistoriar as igrejas após a interdição da Igreja de São Francisco após o teto cair e levar ao óbito de uma turista.
“Vamos lá. Primeiro que tem que fazer é uma análise conjuntural. As histórias não foram dadas a partir daquele momento, as histórias são dadas desde 2017. É o projeto casarões que nós instituímos em 2017 justamente com a pretensão de atuarmos no sentido da prevenção. Então são 2.969 casarões catalogados pela Defesa Civil de Salvador. Todos estes, georreferenciados, todos estes com o nível de criticidade, sem risco, risco baixo, risco médio, risco alto, risco muito alto. Nós temos, dentro desse cabidal de edificações que são acompanhadas constantemente pela Codesal, uma série de igrejas. O nome é dado ao projeto casarões porque na sua grande maioria são casarões antigos, mas efetivamente nós temos ali restaurantes, pousadas e também igrejas", detalha.
Ele também explica que o nível de risco das igrejas é avaliado, e que a São Francisco estava sendo monitorada e intervenções foram realizadas recentemente.
"A igreja de São Francisco, por exemplo, ela estava com o nível de risco médio. Muito embora lá atrás, em 2023 vocês acompanharam, ela chegou ao risco alto porque tinha um pináculo, que é um adorno de concreto que ficava na parte externa e tinha risco de tombar. Após a retirada dessa estrutura, obviamente, você reduziu o risco da edificação. Outras, entretanto, estavam com risco alto e muito alto, a exemplo da Boa Viagem”, conta.
“Então, elas foram dadas o tempo devido para a recuperação. Nós notificamos para que o proprietário, contrate um profissional, habilitado pelo CREA ou pelo CAU, com a finalidade de promover a recuperação da edificação, observando a não realização desses instrumentos de reforma e de reorganização das edificações, os nossos técnicos optaram por fazer a interdição sob pena de gerar risco àqueles que lá participam das atividades. Então, fizemos, além de São Francisco, oito interdições de igrejas, algumas dessas parciais, a exemplo do Desterro, que não foi na totalidade, mas uma das partes que apresentava risco, até que os responsáveis as ordens, ou mesmo o órgão tombador, o IPHAN, promova as intervenções necessárias para garantir a segurança daqueles que lá transitam”, finaliza.
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