Salvador
A tradicional festa de Iemanjá, que reúne milhares de pessoas no Rio Vermelho, em Salvador, também deixou um rastro preocupante fora do mar: acúmulo de lixo em diversos pontos do bairro. A reportagem do BNEWS flagrou, nesta manhã, calçadas, ruas e áreas próximas à orla tomadas por copos plásticos, garrafas, restos de comida e embalagens descartáveis.
O problema chamou atenção especialmente em trechos de maior concentração de público, onde parecia faltar lixeiras suficientes ou pontos de coleta bem sinalizados, o que acabou incentivando o descarte irregular. Em muitos casos, o lixo era deixado no chão mesmo a poucos metros de onde pessoas circulavam, trabalhavam ou faziam oferendas.
Apesar do cenário de sujeira em vários pontos, a reportagem também constatou a atuação de agentes da Limpurb, que realizavam a limpeza durante os festejos.
A situação, no entanto, evidencia um problema recorrente em grandes eventos populares na capital baiana: a combinação entre comportamento inadequado de parte do público e a estrutura insuficiente de coleta.
Ambulantes, moradores e trabalhadores relataram que, em determinados horários, as lixeiras estavam cheias ou simplesmente não existiam nos locais de maior fluxo.
Além do impacto visual, o descarte incorreto de resíduos preocupa pelo risco ambiental, especialmente em uma festa que tem forte ligação com o mar e com a preservação das águas. Mesmo com campanhas de conscientização nos últimos anos, o volume de lixo segue sendo um dos principais desafios da celebração.
Enquanto a limpeza avançava ao longo do dia, o contraste entre a devoção, a beleza do ritual e o lixo espalhado reforçou um alerta: manter a festa limpa depende tanto do poder público quanto da responsabilidade de quem participa.
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