Salvador

Ferros-velhos e comércios são interditados em Salvador; saiba motivo

Foto: Reprodução/ Google Maps
Três ferros-velhos foram interditados por falta de alvará, e materiais sem comprovação de origem foram apreendidos  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução/ Google Maps
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 21/01/2026, às 22h46



Na manhã desta quarta-feira (21), uma operação conjunta da Prefeitura de Salvador e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia interditou comércios e ferros-velhos na região da Avenida Lafayete Coutinho, popularmente conhecida como Contorno, em Salvador.

A operação teve como objetivo combater o funcionamento de estabelecimentos que apresentariam irregularidades na região da Gamboa. Durante a fiscalização, os agentes verificaram locais suspeitos de comercializar materiais de procedência duvidosa.

A fiscalização foi coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que interditou três ferros-velhos que estavam operando sem o alvará de funcionamento exigido pelo município. Além disso, as equipes responsáveis pela operação apreenderam materiais sem comprovação de origem.

Comerciantes rebatem operação policial

Vale reforçar que comerciantes e moradores da Gamboa de Baixo denunciaram ameaças de fechamento de estabelecimento nas redes sociais, reclamando de uma ação de fiscalização da PM de combate ao tráfico de drogas na região.

A comerciante Ana Caminha, proprietária de um bar na comunidade, criticou a operação através das redes sociais. "É uma denúncia muito grave. Nós estamos, para além das ações policiais, que justificam a ação contra o tráfico de droga na Gamboa, e a gente quer repudiar isso. Eu acho que toda a polícia tem que fazer seu trabalho nas comunidades, nos nossos bairros, porque isso também é bom para a gente, não é bom só para vocês não, é bom para a cidade toda, e nós fazemos parte dessa cidade. O pessoal da polícia, da guarda municipal, descer a comunidade para fechar os comércios, justificando que é irregular", relatou.

"Vai fechar os bares, vai matar pessoas, e a gente não aceita morrer com essas responsabilidades de vocês. Então faça um trabalho, um trabalho digno, um trabalho certo, e respeite a Gamboa de baixo. Nós somos uma comunidade tradicional de pescadores e pescadoras no centro de Salvador, e a gente diz o tempo todo que daqui não saio e ninguém me tira", refletiu a comerciante

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)