Salvador

Greve de ônibus em Salvador: Rodoviários da Bahia endurecem discurso e aguardam proposta de empresários

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Lideranças da categoria afirmam que esperam proposta dos empresários para negociação e que greve é a “última opção”  |   Bnews - Divulgação Joilson César/ BNews
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 14/05/2026, às 10h50



“O nosso desejo não é ter greve. A greve para a gente é a última saída”. A afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Fábio Primo. Segundo o líder sindical, os rodoviários aguardam que os empresários apresentem uma proposta para que eles possam negociar.

Uma reunião entre representantes dos trabalhadores e dos empresários deverá ocorrer nesta sexta-feira (15), às 10h, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia. Ao conversar com a equipe de reportagem do BNews, Primo afirmou esperar que as negociações viabilizadas pela mediação avancem e evitem que uma greve seja deflagrada. “A gente sabe do prejuízo que é para a cidade”, falou.

No entanto, isso ainda é uma possibilidade. Segundo informou Fábio Primo, em assembleia, que acontece em dois turnos nesta quinta-feira (14), na sede do sindicato, as lideranças irão pedir autorização para a greve.

“Hoje, aqui, vamos pedir autorização da categoria pra entrar em estado de greve e escolher o melhor dia pra greve”, disse o líder sindical. Ele também explicou que, antes que uma greve aconteça, todos os outros recursos disponíveis serão utilizados.

“Enquanto estiver uma mesa instalada, a gente estiver negociando, não vamos fazer. Em respeito à população, em respeito à Superintendência Regional do Trabalho e todos os órgãos de controle que vão estar negociando”, afirmou. Primo complementou que uma “assembleia em porta de garagem” só ocorrerá caso as negociações sejam suspensas.

Entre as principais reivindicações da categoria, estão: reajuste salarial de 5% acima da inflação; aumento no valor do ticket alimentação, com 30 tickets mensais; redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias; revisão das chamadas cartas horárias.

Segundo relatou Fábio Primo, a frota de ônibus reduzida e sucateada, e também a carga horária excessiva, são fatores importantes de adoecimento dos trabalhadores da categoria. “Esperamos atender bem a cidade. Para isso, a gente precisa ter condições de trabalho também”, falou.

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