Salvador
por Alex Torres
Publicado em 03/06/2025, às 17h40 - Atualizado às 19h00
O Almacen Pepe Bar e Restaurante se pronunciou publicamente, nesta terça-feira (3), após as recentes acusações de plágio por parte de Tatiana Mandelli, fundadora da Tidelli, uma conceituada loja de móveis de Salvador.
De acordo com a denúncia, o estabelecimento estava em processo para a compra de um móvel com a loja, mas as peças teriam sido replicadas, incluindo a Cadeira Gamboa, assinada pelo designer baiano Manuel Bandeira.
Por meio de nota encaminhada ao BNews, o restaurante afirmou que repudia veementemente as alegações e afirma categoricamente que não praticou qualquer cópia intencional, violação de direitos autorais ou de propriedade industrial em seu estabelecimento.
"Esclarecemos que a aquisição de todo o mobiliário de nossa nova loja no Shopping Barra foi realizada de boa-fé junto à empresa Alumax Móveis Ltda. – ME, contratada para fornecer os móveis conforme o projeto arquitetônico desenvolvido pelo escritório Brazão Arquitetos Associados", disse o Almacen Pepe Bar e Restaurante.
Em nenhum momento o Almacen Pepe encomendou réplicas ou solicitou cópia de peças exclusivas de qualquer marca. Atuamos unicamente como consumidores finais dos móveis, sem expertise técnica em design ou propriedade industrial, confiando na idoneidade e legalidade dos produtos fornecidos por nossos contratados", completou.
O restaurante ainda afirma que não houve nenhuma relação contratual com a Tidelli, afirmando que seria falsa a afirmação de que a empresa teria “desenvolvido o projeto de mobiliário” para o Almacen Pepe e que vem adotando as medidas cabíveis para resguardar sua reputação e seus direitos.
Por fim, o restaurante afirmou que avalia as providências legais diante da "divulgação de informação inverídica e potencialmente caluniosa que atinge a honra e a imagem da organização".
O que diz a Tidelli?
A Tidelli se posicionou, em nota enviada ao BNews, sobre o episódio relacionado à abertura do restaurante Almacen Pepe no Shopping Barra. A empresa destacou que a pirataria de móveis configura crime e fere diretamente os direitos de propriedade intelectual. Segundo a marca, suas peças são fruto de projetos autorais, protegidos por registro e propriedade industrial.
A empresa afirmou que a cópia de produtos não apenas caracteriza crime previsto na legislação brasileira, como também prejudica o mercado criativo e induz o consumidor ao erro, uma vez que o item adquirido não possui a procedência, nem os padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade oferecidos pela Tidelli. Ressaltou, ainda, que esse não é um posicionamento isolado, uma vez que o Sindicato da Indústria do Mobiliário do Estado da Bahia (Moveba) também manifesta repúdio à apropriação indevida de conceitos e designs, defendendo uma atuação ética e a valorização da cadeia produtiva local.
A empresa acrescentou que reconhece o direito de escolha do consumidor, que pode adquirir os produtos que desejar, de acordo com seu gosto pessoal e orçamento. Contudo, ponderou que essa liberdade não se sobrepõe à legislação, que protege os direitos autorais e industriais dos criadores e das empresas. Para a Tidelli, defender o direito do consumidor não deve ser confundido com legitimar práticas ilegais, como a reprodução não autorizada de produtos de design.
Sobre a peça utilizada no restaurante, a Tidelli esclareceu que ela não faz parte do portfólio da empresa que a reproduziu, o que, segundo a marca, evidencia se tratar de uma cópia não autorizada. Informou também que o valor correto da cadeira original é de R$ 2.800,00 — e não R$ 30.000,00, como foi divulgado no programa.
A empresa lamentou a repercussão negativa e afirmou que a divulgação de informações falsas e distorcidas acabou prejudicando a imagem de uma empresa que atua há mais de 30 anos, gerando empregos e valorizando o design nacional. A marca pontuou que, em nenhum momento, citou publicamente o nome do restaurante envolvido, embora tenha sido surpreendida com o episódio — especialmente porque, segundo a empresa, um dos representantes do Almacen Pepe teria ido até a loja para conhecer pessoalmente a peça que foi posteriormente copiada.
A Tidelli frisou que a discussão não se trata de uma obrigação de compra de seus produtos, mas sim da prática de reprodução de um trabalho autoral, devidamente registrado e reconhecido pela sua qualidade, excelência e originalidade. A empresa alertou, ainda, que situações como essa acabam por gerar confusão no consumidor, associando, de forma equivocada e injusta, a imagem da marca a peças que não possuem seus padrões de qualidade, seu compromisso ambiental e sua identidade.
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