Salvador
Publicado em 03/02/2026, às 05h00 Cibele Gentil
Inconformados com a possibilidade de não contar com o desfile da Baleia Rosa do Amor na Lavagem de Itapuã, moradores do bairro se voluntariaram para carregar o ícone da festa para tentar manter a tradição. No entanto, a falta de fomento do poder público ainda pode tornar inviável a realização.
O símbolo das festas populares de Salvador desde 1987 enfrenta um dos momentos mais incertos de sua trajetória devido à ausência de apoio. A apenas dois dias da festa, que acontece na próxima quinta-feira (5), o organizador do desfile, Cristiano Loureiro, mais conhecido na localidade como Cristiano Nazal, afirma que ainda não obteve respostas sobre os pedidos de financiamento protocolados junto a órgãos municipais e estaduais.
Apesar de ter inscrito o projeto em diversos editais de fomento à cultura, a falta de verba ameaça a estrutura do cortejo, que vai além do desfile e envolve custos significativos com a produção de centenas de camisetas, logística e alimentação para a equipe e o pagamento de músicos e outros trabalhadores.
A Baleia Rosa, que já brilhou na Marquês de Sapucaí como destaque da escola de samba Viradouro no título de 2020, hoje recebe a solidariedade dos moradores e pescadores de Itapuã. Um grupo de nativos se voluntariou para carregar a estrutura do animal marinho. No entanto, Nazal ressalta que o esforço não supre os gastos operacionais.
No período do Carnaval, quando a Baleia Rosa faz aparições no sábado e na quarta-feira de cinzas, o projeto ainda exige aluguel de trios elétricos e embarcações para o reboque. Neste ano, o desfile carrega um valor emocional ainda mais forte, pois, além de homenagear os fundadores João Loureiro e Waly Salomão, celebra a memória de Josélio de Araújo, presidente de honra do Malê Debalê.
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