Salvador

Moradores da Barra denunciam pichação antes do Carnaval: "desorganização, incompetência e descaso"

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Pichação e qualquer forma de inscrição não autorizada em espaços públicos são consideradas infração administrativa  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 02/02/2026, às 18h19



A Associação dos Moradores da Barra (AMABARRA) utilizou as redes sociais, na tarde desta segunda-feira (2), para denunciar as pichações realizadas para demarcar os espaços destinados aos ambulantes durante o Carnaval de Salvador.

Em publicação feita no perfil da associação do Instagram, os moradores questionam que, mesmo com planejamento realizado com antecedência, problemas básicos de seguem se repetindo no circuito. Eles ainda classificam o ato da marcação como "desorganização, incompetência e descaso com o espaço público". 

"Ao longo do circuito, a marcação dos pontos é feita diretamente no piso, com tinta e spray, em calçadas, meios-fios, balaustradas e áreas de circulação de pedestres", escreveu a AMABARRA. 

O problema é que essas marcas não desaparecem com o fim da folia. Pelo contrário: permanecem por meses, degradando o pavimento, poluindo visualmente o bairro e evidenciando a falta de cuidado com o espaço público", completou. 

De acordo com a legislação municipal, a pichação e qualquer forma de inscrição não autorizada em espaços públicos são consideradas infração administrativa. As penalidades incluem multas que variam de R$ 7 mil a mais de R$ 21 mil, a depender da gravidade do dano, do local atingido e do conteúdo da inscrição.

Além da multa, a legislação estabelece que o responsável pela infração deve arcar com os custos de remoção e recuperação do espaço degradado, sem prejuízo de outras sanções administrativas, civis ou penais cabíveis.

A associação ainda destaca que a lei atribui ao município de Salvador o dever de fiscalizar, autuar e coibir práticas que degradem o patrimônio urbano, bem como garantir a preservação do aspecto visual da cidade. O Bnews tentou contato com a Secretaria de Ordem Pública (Semop) em busca de um posicionamento sobre o ocorrido e aguarda retorno.

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