Salvador

Moradores do bairro mais negro de Salvador reclamam de contaminação química e escassez de pescado

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Moradores alegam que os peixes estão com gosto de gás  |   Bnews - Divulgação Reprodução Blog JC MeioAmbiente
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 22/04/2025, às 21h08



A Ilha de Maré está cercada por indústrias e pela crise climática e os moradores do bairro mais negro de Salvador reclamam de contaminação química e escassez de pescado.

Marizelha Lopes, marisqueira e líder comunitária em Bananeiras, em entrevista a Folha de São Paulo contou que seu bisavô, mesmo sem entender, já previa o futuro. "Meu pai conta que perguntou ao bisavô: O que é aquilo (se referindo a energia elétrica). Meu bisavô disse: é o fim da vida da gente, é a morte do nosso povo."

A moradora contou que conheceu muitos dos seus antepassados, e que a maioria morreu com mais de 100 anos e que agora está perdendo crianças para o câncer. E ela atribui esse cenário a intalação das empresas em torno da ilha, como a Refinaria de Mataripe, por onde circulam mais de 13 milhões de toneladas de produtos químicos.

Há cerca de 20 anos, a comunidade pediu ao Ministério Público um estudo mais detalhado sobre os níveis de metais no mar. A Acelen, responsáel pelo estudo, disse que mantém diálogo com os moradores e que implementou projetos para fortalecer a economia local.

Além das insdustrias em torno da Ilha de Maré, a crise climática também tem sido um fator relevante para o prejuizo dos moradores da localidade, com a diminuição da quantidade de mariscos. 

A CODEBA (Companhia das Docas do Estado da Bahia) informou que adota medidas regulares para amenizar os impactos ambientais com monitoramento e ações preventivas.

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