Salvador
Publicado em 25/03/2026, às 18h41 Redação
Moradores da região do Cidade Jardim, em Salvador, continuam protestando contra a supressão de vegetação para as intervenções em uma área que dará espaço a 13 lotes. Dessa vez, o grupo, por meio da Associação dos Condomínios do Loteamento Cidade Jardim (ACCJ), instalou uma placa se manifestando contra a desafetação de uma área de vegetação para abertura de uma rua que dará acesso ao futuro empreendimento.
"Os moradores protestam: não aceitaremos passagem de rua aqui para acesso a outro bairro", escreveram na placa. Segundo a associação, a rua deve ser aberta ao lado do Centro Médico Christian Barnard, uma região de bambuzal, onde atualmente funciona a feira semanal da comunidade.
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“A Associação manifesta total discordância com essa proposta de acesso, por entender os impactos diretos que essa mudança pode causar à segurança, mobilidade e qualidade de vida dos moradores. Diante disso, informamos que estamos adotando todas as medidas legais cabíveis para impedir a abertura de acesso ao novo loteamento por dentro do Cidade Jardim”, comunicou a ACCJ.
O caso foi revelado pelo BNews no início do mês, quando a reportagem mostrou que uma denúncia de suposta obra irregular, feita pela associação ao Ministério Público, foi arquivada a pedido da promotora Maria Auxiliadôra Campos Lôbo Kraychete. Ela alegou que a área é privada e registrada em cartório, e o empreendimento obteve Alvará de Licença regularmente, com Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e estava em conformidade com o Plano Diretor (PDDU) e a Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS).
A área total do empreendimento é de pouco mais de 40 mil metros quadrados, com área comerciável de 25,5 mil metros quadrados, que serão repartidos em 13 lotes, em um deles vai ser construída uma escola. A associação, no entanto, alega que o empreendimento vai impactar o trânsito da região e que a desafetação da área para abertura da rua não tem justificativa, já que há acesso por fora da poligonal do Cidade Jardim.
À época, a advogada Mônica Assis, que representa a ACCJ, conversou com a reportagem.
Essa mesma área que eles estão fazendo esse loteamento já tem um acesso pela Rua Carlos Maron através do Candeal. Então, não justifica a desafetação de uma área para beneficiar um empreendimento particular e, infelizmente, é isso que tem acontecido em Salvador. A gente tem visto as áreas verdes, as áreas públicas sendo vendidas, comercializadas e virando um monte de concreto, por isso Salvador tem se tornado a cidade cada dia mais quente, infelizmente, por conta de atitudes como essa", afirmou.
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