Salvador

MPF cobra preservação e segurança de prédio da antiga sede dos Correios em Salvador

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Matéria da BNews Premium revelou que antiga sede dos Correios enfrenta atrasos, descaso e palco de invasões e clima de insegurança  |   Bnews - Divulgação BNews
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 08/05/2026, às 11h17



O Ministério Público Federal (MPF) instaurou nesta sexta-feira (8) um procedimento administrativo para acompanhar as medidas de segurança adotadas no prédio da antiga sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, localizado no bairro da Pituba, em Salvador. A medida foi formalizada e assinada pelo procurador da República Edson Abdon Peixoto Filho.

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Segundo o MPF, o procedimento foi instaurado para monitorar o cumprimento da Recomendação nº 11/2025, expedida à estatal com o objetivo de garantir a preservação e a segurança do imóvel onde funcionava a antiga sede da empresa. A investigação decorre de uma apuração anterior que acabou arquivada, mas apontou a necessidade de continuidade do acompanhamento das providências adotadas pela empresa pública.

A BNews Premium, editoria de matérias investigativas e especiais do BNews, revelou no último mês que pelo menos 23 leilões foram realizados na tentativa de definir o destino do empreendimento. A estrutura abandonada nos 35 mil m² da antiga sede dos Correios já contabiliza fracassos, furtos, invasões e depredações.

Sede dos Correios
Queda no preço não foi suficiente para desencalhar o elefante branco no meio de uma das principais vias da Pituba (Foto:BNews)

Medidas cobradas

Entre os pontos que serão acompanhados pelo MPF estão:

  • A quantidade de vigilantes responsáveis pela segurança do prédio;
  • Os mecanismos ainda ativos para preservação da estrutura;
  • As ações destinadas a evitar danos ou deterioração do imóvel.

O órgão determinou que, após 90 dias, seja enviado novo ofício aos Correios requisitando informações atualizadas sobre a proteção do edifício. O procedimento administrativo terá prazo inicial de um ano e será acompanhado pela 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável pelo controle e supervisão interna das investigações.

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