Salvador
Uma análise elaborada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou que obras de ligação viária conectando alguns bairros de Salvador à BR-324 têm gerado congestionamento, os famosos “gargalos”, na rodovia federal devido ao alto fluxo de veículos — inclusive, ocasionando transtornos nas imediações do município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
As informações foram divulgadas durante a audiência pública organizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que abriu, na última segunda-feira (5), a rodada de diálogos sobre a nova concessão das BRs-116 e 324 — denominada de Rota 2 de Julho. O BNews acompanhou presencialmente a sessão realizada no Hotel Mercure, no bairro da Pituba, em Salvador.
Na oportunidade, a PRF sugeriu uma série de melhorias para o novo modelo de concessão para as rodovias federais baianas — que está em fase de confecção, uma vez que a ViaBahia terá o contrato encerrado no próximo dia 15 de maio. Além disso, a corporação destacou os principais problemas que têm sido acompanhados ao longo dos últimos anos.
Apesar de não mencionar nenhuma intervenção em específico, a PRF citou que as ligações viárias — elaboradas pela prefeitura de Salvador e pelo governo da Bahia — “escoam” uma grande quantidade de veículos para a BR-324. A ação tem gerado sobrecarrega no trânsito ao longo da rodovia, que estaria sendo transformada em uma “avenida” com anuência da ViaBahia.
Tem sido feito vários acessos de diversos bairros em Salvador, direcionando o fluxo para a BR-324. Isso tem gerado transtorno para os usuários que vêm e deslocam até o interior. Quando eles chegam nas imediações de Simões Filhos já encontram congestionamento em vários momentos durante o dia, não apenas nos horários de pico”, afirmou o Chefe da Delegacia da PRF em Simões Filho, Luiz Carlos Carneiro, ao BNews.
Nos últimos anos, duas obras conectando bairros da capital baiana à BR-324 foram entregues pelas gestões estadual e municipal. São elas:
Ainda de acordo com Luiz Carlos Carneiro, os acessos que são construídos com autorização da ViaBahia têm alterado a finalidade da BR-324. Devido a isso, a PRF sugeriu que fossem implementadas implantar vias marginais para o fluxo urbano como alternativa à rodovia federal — com o objetivo de mitigar os impactos do trânsito na rodovia federal baiana.
Através desses acessos, as pessoas saem dos bairros, acessam a BR-324 como se fosse uma avenida e, logo na frente, sobe para outro bairro. E a finalidade da rodovia não é essa. A finalidade da rodovia é fazer com que os veículos desloquem, saiam e cheguem até a capital”, destacou o Chefe da Delegacia da PRF em Simões Filho.
O BNews questionou o governo da Bahia, a prefeitura de Salvador e a ViaBahia sobre o assunto. A gestão municipal e a concessionária, no entanto, preferiram não se posicionar. O governo baiano, por outro lado, esclareceu à reportagem que as obras viárias realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) em Salvador tiveram como objetivo melhorar a mobilidade urbana.
Entre as intervenções realizadas pela Conder que melhoraram o acesso à BR-324, estão o Complexo Viário de Águas Claras, a Ligação Lobato-Pirajá e a Avenida 29 de Março. Todas essas obras foram realizadas em diálogo com a ViaBahia e respeitando as normas técnicas vigentes nos âmbitos municipal, estadual e federal”, afirmou o governo da Bahia, por meio da Conder.
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