Salvador
Publicado em 13/05/2024, às 12h00 Samyle Fonseca e Marco Dias
Os servidores da Saúde Pública da Bahia decidiram entrar em paralisação de 72 horas, a partir desta segunda-feira (13) até a próxima quarta (15). A medida, com indicativo de greve, tem como objetivo pressionar o governo para atender às reivindicações da categoria, que incluem reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
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Todos os anos, temos que vir para as ruas, reivindicar uma situação que é nossa, que é direito do trabalhador ter um reajuste decente, até porque o que ele nos oferta é uma excrescência no meu ponto de vista. (...) Precisamos que o governo tenha sensibilidade e nos trate com o respeito que merecemos enquanto servidores”, destaca a diretora administrativa do Sindsaúde, Maria Celeste do Rosário.
A paralisação afeta os serviços de saúde em todo o estado, incluindo hospitais, clínicas e unidades de pronto atendimento. Os serviços essenciais, como cirurgias de urgência e partos, serão mantidos com plantões reduzidos.
A porcentagem mínima que vamos deixar, segundo a lei, é assim: urgência e emergência, vamos deixar 70% do quadro em atividade. Ambulatório, 30% funcionando. E os administrativos não vai funcionar nada, 0%”, explica o diretor de formação intersindical do Sindsaúde, Leandro Lino.
Durante a paralisação, os servidores realizam diversas mobilizações, incluindo atos em frente à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e no Shopping da Bahia. As manifestações têm como objetivo pressionar o governo a abrir uma mesa de negociação com a categoria e buscar soluções para as demandas dos servidores.
Reivindicações da Categoria
Os servidores reivindicam um reajuste salarial de 10%, retroativo à data-base de 1º de janeiro de 2024. Segundo o Sindsaúde Bahia, a categoria acumula perdas salariais significativas desde a gestão anterior, do ex-governador Rui Costa (PT). A situação se agravou com a proposta de reajuste linear de apenas 4% oferecida pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), proposta considerada insuficiente pela categoria.
Passamos dois anos cuidando do povo com a Covid. Muitos de nós morreram enquanto profissionais, mas o que a gente espera do governo é o reconhecimento, é a valorização. Então, 4%, dividido em duas parcelas, sem ser retroativo, pra gente tá muito difícil. Ainda mais levando em conta que perdemos muito do nosso poder aquisitivo”, reforça a presidente do Sindsaúde Bahia, Ivanilda Brito.
IGH (Instituto Gestão e Humanização)
A paralisação da categoria afeta diretamente o atendimento de crianças autistas, que relatam descaso e maus tratos dos profissionais do Instituto Gestão e Humanização (IGH), empresa licitada pelo governo do estado.
Através da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que os pagamentos estão em dia, mas de acordo com a categoria, o dos profissionais do IGH estão com atraso. O salário de abril deste ano não foi efetuado.
Em nota, o IGH informou que o pagamento será efetuado para os colaboradores ainda nesta segunda (13).
Procurada pela equipe do BNews, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou, através de nota, que a paralisação da categoria não provocou impactos no atendimento à população, e que mantém um diálogo constante com a categoria.
Confira a nota da Sesab na íntegra:
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que não houve quaisquer impactos assistenciais nas unidades hospitalares, policlínicas e centros de referência. Reiteramos que há um diálogo permanente com todas as categorias, sendo a Secretaria da Administração a responsável pela condução das mesas de negociação com as entidades de classe, contando com o apoio da Secretaria da Saúde do Estado no que tange a área específica."
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