Salvador

Trabalhador tem dedo esmagado após acidente de trabalho e família reclama de falta de suporte da empresa

Arquivo Pessoal e Google Maps
Empresa apenas encaminhou o funcionário ao hospital, mas não prestou nenhum acompanhamento ao estado de saúde  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal e Google Maps
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 07/02/2025, às 08h52 - Atualizado às 10h23



Um funcionário de uma fábrica de embalagens, denominada de TermoPlast, localizada no bairro de Dom Avelar, em Salvador, está passando por um momento complicado. Na tarde da última quarta-feira (5), ele sofreu um acidente de trabalho durante o expediente e a família tem denunciado a falta de suporte da empresa. 

A vítima, que preferiu não ter a identidade revelada, relatou que teve parte do dedo médio da mão direita atingido por uma chapa de Carga e Descarga. O maquinário teria esmagado a região da falange do dedo. 

Depois do ocorrido, o funcionário teria sido encaminhado para o Hospital Teresa de Lisieux, que atende a rede Hapvida. Familiares contaram à equipe de reportagem do BNews que sequer foram informados pela empresa sobre o ocorrido e o rapaz, que teria uma idade avançada, foi deixado pela TermoPlast sem nenhum acompanhamento. 

"Simplesmente, falaram para o motorista levá-lo ao hospital, deixaram ele e 'caíram fora'. Não avisaram a nenhum familiar. Quando terminou o horário do turno dele, alguns colegas passaram na rua voluntariamente, identificaram familiares da vítima e informaram o ocorrido. Ficamos desesperados", disse um primo da vítima. 

Os familiares ainda ratificaram a indignação ao contarem que não havia nenhum representante da TermoPlast acompanhando. "A gente que trouxe ele para casa, porque ele teria dificuldade em voltar. A mão estava imobilizada e ele teria que voltar de ônibus. A empresa apenas deixou ele lá à própria sorte", completou. 

Atualmente, a principal preocupação do trabalhador é que haja um acompanhamento por parte da empresa com relação a recuperação. A família contou ainda que uma sutura foi realizada pelos médicos e existe a possibilidade de recuperar a falange, sem precisar de amputação. 

"Se não acompanhar, pode necrosar e reverberar em outra parte da mão. Ele tem um colesterol alto. Pela idade, tem também alguns aspectos referentes a diabete. Precisa fazer curativos periódicos, ele não tem carro e gostaria que a empresa prestasse uma outra atenção ao caso", explicou familiares, que disseram ainda que o rapaz não possui interesse em judicializar o caso.

"Ele quer que seja observado a estabilidade dele. Além disso, como está perto de aposentar, quer também segurar o emprego dele. Infelizmente, existem situações que, após ocorrências dessa natureza, algumas empresas aguardam e depois mandam embora para se livrar do passivo", completou.

De acordo com o artigo 118 da Lei n.º 8.213/91, o empregado que sofre acidente de trabalho tem garantido, pelo prazo de 12 meses, a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa, após a cessão do auxílio-doença acidentário, independente da percepção de auxílio acidente.

A Superintendência Regional do Trabalho Emprego (SRTE) tem, de modo preventiva, a competência de inspecionar e fiscalizar as condições de trabalho, visando a proteção da integridade física e moral dos trabalhadores 

O BNews entrou em contato com a TermoPlast, com a finalidade de buscar um posicionamento sobre a situação. Em conversa com a reportagem, foi informado que a empresa não possui setor de comunicação e que uma resposta seria encaminhada sobre o ocorrido. Questionada sobre um prazo a respeito da resposta, a empresa não quis responder, mas o espaço segue em aberto para manifestação.

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