Salvador
Publicado em 16/02/2023, às 14h55 Redação BNews
O pré-Carnaval de Salvador encerrou, na noite desta quarta-feira (15), com o desfile da banda de fanfarra Habeas Copos. Porém, ao mesmo tempo em que acontecia a emblemática passagem do grupo, algumas cenas chamaram a atenção dos foliões que passaram pelo Circuito Barra-Ondina. Em um deles, uma criança foi flagrada, na Avenida Sete de Setembro, próximo ao Farol da Barrra, brincando com uma caixa de papelão, em situação de vulnerabilidade social.
Por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver uma garota descalça, puxando uma caixa de papelão. Inicialmente, ela recolhe um copo plástico do chão e armazena no compartimento. Depois, a criança fecha a caixa, a qual na parte interna também tem uma vasilha vazia de quentinha, e a puxa para outro local.
Ainda no mesmo vídeo, um casal, que ainda não se sabe se seria os pais da criança, aparece conversando tranquilamente, sem notar a presença da menina ao lado.
Assista:
Criança é vista em situação de vulnerabilidade no Circuito Dodô; assista pic.twitter.com/caZv3ZuYjN
— bnewsvideos (@bnewsvideos) February 16, 2023
Em função do vídeo, o BNews procurou a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) para saber mais detalhes sobre este caso que, por meio de nota, afirmou que “intensificam durante o Carnaval 2023 a campanha “Criança Não é Mão de Obra”, com o objetivo de combater situações de trabalho infantil e outras violações de direitos contra crianças e adolescentes”.
Ao BNews, a secretária Fernanda Lordelo, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), falou sobre o caso e explicou dobre o funcionamento de rondas durante o Carnaval de Salvador.
"A situação ainda não chegou para a gente, mas temos na rua o conselho tutelar funcionando de maneira ordinária e extraordinária. Hoje pela manhã todos os centros de acolhimento estão recepcionando crianças. Estamos esperando que as crianças sejam cadastradas pela família para que a gente possa identificar o que aconteceu. Elas recebem o DAN, sobre o risco de perder o próprio material de trabalho, elas não podem ficar com as crianças na rua. É claro que depois de dois anos de pandemia, com uma situação de vulnerabilidade maior é impossível você dizer a essa pessoa não pode e pronto ela acatar. O que temos sinalizado e pedido na mídia é que direcione as crianças nos casos que abordagem policial. O conselho tutelar ainda não chegou no lugar, mas estão em plantão direto pela sinalização desses casos", disse.
Junto a isso, a Sempre acrescenta que “cerca de 150 profissionais, formado por assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais, além de pessoal de apoio, atuarão nos circuitos da folia e entorno, de forma a encaminhá-los, na confirmação de vulnerabilidade, aos Centros de Acolhimento, Aprendizado e Convivência (Caacs), da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres Infância e Juventude (SPMJ), para o acolhimento de crianças e adolescentes que têm as famílias cadastradas na rede socioassistencial.”
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