Saúde

Confira 3 medicamentos famosos no Brasil que podem causar demência; saiba quais

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Estudo analisou, ao longo de nove anos, cerca de três mil idosos sem demência  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 11/11/2024, às 15h19



O consumo contínuo de medicamentos para dormir, como zolpidem, clonazepam, diazepam, pode aumentar o risco de demência em até 79%, segundo pesquisa recente conduzida pela Universidade da Califórnia e publicada no Journal of Alzheimer’s Disease.

O aumento do risco de demência é significativo entre indivíduos brancos. O tipo e a quantidade de medicação utilizada também desempenham papel importante nesse cenário. Segundo os autores do estudo.

O estudo intitulado “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal” analisou ao longo de nove anos cerca de três mil idosos sem demência, que viviam fora de asilos. Aproximadamente 42% eram negros e 58% brancos. Ao longo do estudo, 20% dos pacientes desenvolveram demência. As informações são do portal ND+.

O zolpidem atua como um receptor de neurônios e afeta um químico cerebral chamado ácido gama-aminobutírico, também conhecido pela sigla GABA, que está envolvido na regulação do sono.

Ao ativar esse receptor, o zolpidem promove um efeito calmante e sedativo, contribuindo para induzir o sono. Como qualquer medicamento, o zolpidem pode ter efeitos colaterais, incluindo tonturas, sonolência, dificuldade de coordenação e, em casos raros, reações paradoxais, como agitação ou insônia.

Já o clonazepam, popularmente conhecido como Rivotril, age diretamente no sistema nervoso e tem ação de sedação leve, relaxamento dos músculos e efeito tranquilizante. Ele é prescrito para tratamento de transtornos de ansiedade, convulsões e, em alguns casos, distúrbios do sono.

Enquanto o diazepam é um medicamento que pertence à classe das benzodiazepinas. Essas substâncias têm propriedades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e amnésicas.

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