Saúde

BNews Novembro Azul: Psicóloga destaca importância de acompanhamento emocional após diagnóstico de doenças graves

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Entenda como o suporte psicológico é essencial durante o tratamento de câncer e na vida cotidiana dos pacientes  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 19/11/2025, às 13h21



A psicóloga da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Oncohematológica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Maila Alves, em entrevista à BNews TV, destacou a necessidade e a importância de acompanhamento psicológico durante tratamentos médicos para doenças graves, como o câncer de próstata, mas também no dia-a-dia. Ela salientou os principais sentimentos dos homens, por exemplo, após a descoberta da doença e quais os principais cuidados. 

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"Medo e ansiedade. Existem muitos preconceitos sobre o cancer em geral. Então, quando você recebe o diagnóstico, é muito comum que você se desestruture. Então, vem o medo, a ansiedade, os receios de como é que vai ser a vida a partir de agora, como é que vai ser esse tratamento, como vai ser a minha vida social a partir disso. Então, assim, vem a questão mais forte de questões relacionadas ao trabalho, de parar de trabalhar, ou ter, de alguma maneira, que se isentar deste lugar de ir trabalhar, de fazer suas coisas. Então, vem muito nesse lugar de impotência. E aí a gente vai trabalhar nisso. Inicialmente, falando sobre o que é o câncer, educando com relação aos cuidados necessários a partir de agora e qual vai ser o plano terapêutico e, partir disso, tomando os outros caminhos, que são caminhos de regulação emocional, de estratégia de enfrentamento para vivenciar mesmo esse momento e olhar para sua saúde como o ponto mais importante da sua vida a partir daquele diagnóstico".

Maila Alves também chamou atenção para o papel fundamental do círculo de apoio dos pacientes no processo de escuta, salientando qual deve ser o principal comportamento da família e de amigos. 

"Dar lugar de fala. A gente tem uma mania muito grande de ouvir e não escutar. Então, quando a  gente pega uma pessoa que tá ali nesse momento de fragilidade, a gente precisa ouvir de verdade, não trazer soluções práticas. A pessoa tá falando 'ah, eu tô passando por uma quimioterapia, tá díficil' e aí você vai e traz uma solução, por exemplo, 'ah, se apega a Deus, essas coisas'. A pessoa, na maioria das vezes, não quer que você diga o que ela tem que fazer, ela quer que você ouça. Que você esteja ali, que você diga, 'ó, independente do que acontecer, eu vou estar ali com você'. Tenha muito mais o lugar de compreensão, de ouvir, de dar apoio, do que de dar soluções, porque, no final das contas, a solução dela está nos cuidados médicos, psicológicos. As pessoas negligenciam muito acompanhamento psicológico e terapia não é só pra quem está doente emocionalmente, é pra todas as pessoas".

Veja a entrevista completa:

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