Saúde

BNews Novembro Azul: Urologista esclarece mitos e verdades sobre o exame de toque retal; confira

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Exame de toque retal ainda carrega preconceitos por parte dos homens  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Shutterstock
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 19/11/2025, às 06h00



O Novembro Azul vem como uma campanha de conscientização e prevenção do câncer de próstata, que atinge milhares de homens no Brasil e ao redor do mundo. Mas, ainda assim, o tema costuma ser um tabu carregado de preconceitos e inseguranças em boa parte da sociedade masculina.

Um dos principais motivos do preconceito é o exame do toque retal, que trata-se do procedimento médico para rastrear uma possível alteração na próstata do homem. Como forma de conscientização, o BNews conversou com especialistas a fim de entender mitos e verdades sobre o método e como quebrar as inseguranças dos homens.

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Um dos especialistas ouvidos pla equipe de reportagem foi o médico urologista Jesuíno Flores (CRM 10767), que desmistificou mitos sobre o exame e enfatizou a importância do procedimento para a prevenção do câncer de próstata.

“O toque retal é um exame rápido e indolor, não sendo substituído pelo PSA, mas sim um complemento essencial para detectar precocemente doenças da próstata, como o câncer, sendo recomendado anualmente a partir dos 45 anos. Embora cause desconforto inicial, a dor é um mito e pode ser acionada por problemas psicológicos ou doenças preexistentes como hemorróidas”, iniciou.


O profissional ainda listou uma série de desinformações e informações verdadeiras acerca do exame.

Confira abaixo:

MITOS:

  • O exame causa dor: Mito. O exame é rápido (dura poucos segundos) e indolor, sendo o desconforto inicial mais ligado a fatores psicológicos ou à presença de outras condições como hemorróidas.
  • O exame de PSA substitui o toque retal: Mito. O PSA mede uma proteína, enquanto o toque permite ao médico sentir diretamente a glândula, sendo ambos cruciais para um diagnóstico preciso.
  • Só devo fazer o exame se tiver sintomas: Mito. Muitos cânceres de próstata não apresentam sintomas em fases iniciais, por isso o exame anual é fundamental para a detecção precoce.
  • Câncer de próstata é só para homens idosos: Mito. Embora o risco aumente com a idade, o câncer pode surgir a partir dos 35-40 anos, sendo 40% dos casos diagnosticados em homens abaixo dos 50 anos 

VERDADES:

  • O exame é necessário: Verdade. Todo homem deve realizá-lo para diagnosticar doenças benignas e malignas da próstata.
  • O exame é um complemento ao PSA: Verdade. O toque permite a palpação de nódulos ou alterações na consistência da próstata, que o PSA sozinho não detecta.
  • É importante fazê-lo anualmente: Verdade. A recomendação médica é que homens a partir dos 45 anos façam o toque e o PSA anualmente.
  • Detecta câncer sem sintomas: Verdade. A principal função do toque é encontrar o câncer em estágios iniciais, antes que cause sintomas.
  • É preciso biópsia para confirmar o câncer: Verdade. Se houver suspeita no exame de toque ou PSA, uma biópsia é necessária para confirmar o diagnóstico de câncer de próstata.

Uma ajuda efetiva para a quebra da insegurança e medo dos homens em relação ao exame de toque é a realização da terapia. Ao BNews, a psicóloga Terena Santos explicou como o processo pode beneficiar a sociedade masculina como um todo.

"A psicoterapia é excelente para também a psicoeducação, porque não há nada melhor para conter ansiedades, imaginações, medos, do que a gente buscar informação de qualidade e segura. Em muitos processos terapêuticos, o profissional da psicologia está ali para orientar que o paciente busque formas seguras de se informar para se deparar com o que ele precisa fazer: constar ansiedades, imaginações, medos, do que a gente buscar informação de qualidade e segura”, explicou.

Ela ainda enfatiza que "no caso do exame de próstata, é para prevenção contra um câncer que é grave e que pode levar o paciente a óbito se ele não descobrir logo, se ele não souber os tratamentos, se ele não tratar. Então, a gente vai combatendo a ansiedade, combatendo os estigmas culturais, porque  na roda entre os homens acontece as brincadeiras, a masculinidade que fica frágil”.

Classificação Indicativa: Livre

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