Saúde
Desde a chegada da internet no Brasil, no final da década de 80, e da otimização dos processos tecnológicos e com o surgimento das redes sociais através das grandes empresas, o comportamento do cidadão brasileiro modificou-se com o passar do tempo.
Segundo um artigo da revista The Inquisitive Mind, o processo "oferece um espaço colaborativo para interação social entre um número aparentemente infinito de pessoas e diversos benefícios foram identificados em relação ao uso rotineiro das plataformas".
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O poder das redes sociais têm afetado a forma como as pessoas veem o mundo e se comportam no dia-a-dia e, na área da saúde, o cenário tende a ser o mesmo. De acordo com especialistas entrevistados pelo BNews, as plataformas digitais têm desempenhado um papel cada vez mais fundamental na campanha Novembro Azul, ajudando a ampliar o alcance das mensagens sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata.
As plataformas como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) se tornaram grandes aliadas dos profissionais de saúde, que utilizam vídeos curtos, depoimentos e conteúdos educativos para quebrar tabus e incentivar os homens a cuidarem da própria saúde.
Em entrevista ao projeto BNews Novembro Azul, o urologista Nilo Leão destaca que as redes sociais são, atualmente, uma ferramenta essencial na conscientização e na quadra dos estigmas que perpetuam a condição física masculina.
“Elas permitem que informações corretas e em linguagem simples cheguem a milhares de pessoas rapidamente. Campanhas com vídeos curtos, depoimentos reais de pacientes e falas de especialistas têm grande impacto. Outra estratégia eficaz é o uso de hashtags e desafios de engajamento, que estimulam os homens a falarem sobre o tema e a procurarem o médico. O segredo é unir conteúdo sério com comunicação leve e direta”, explicou.
Com linguagem leve e formatos interativos, a internet têm transformado a maneira como o tema é discutido e ajudado a romper barreiras culturais que ainda afastam muitos homens do consultório médico. Segundo levantamento do DataSenado, a percepção de que as redes sociais têm muita influência sobre a opinião das pessoas é compartilhada, em média, por 83% dos brasileiros.
A partir desta base de pensamento evidenciada por Nilo, o também urologista Jailton Campos destaca, em entrevista ao BNews, o poder das plataformas digitais na aproximação com o público masculino, especialmente com aqueles que raramente buscam atendimento médico e não abraçam a ideia do famoso exame de toque.
“As redes sociais têm um papel fundamental hoje. Elas permitem levar informação de forma leve, rápida e acessível, alcançando homens que muitas vezes não frequentam os postos de saúde. Vídeos curtos, depoimentos reais e até conteúdos com toques de humor têm mostrado excelente engajamento. O segredo é falar de saúde sem medo e sem tabu, mostrando que o cuidado masculino vai muito além do exame de toque, envolve hábitos, alimentação, atividade física e consultas regulares com o urologista”, afirmou.
Assista um exemplo de como as redes sociais podem ser utilizadas no processo:
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