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BNews Saúde: Psicóloga Cíntia Lago fala sobre vilões da saúde mental

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Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) foi a convidada do BNews Saúde desta terça-feira (6)  |   Bnews - Divulgação BNews
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2024, às 23h31



A psicóloga clínica Cíntia Lago, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), foi a convidada do BNews Saúde desta terça-feira (6). Na ocasião, a profissional explicou a diferença entre ansiedade e depressão e detalhou como identificar a presença desses transtornos. 

“A depressão é um estado de extrema desesperança, tristeza, a pessoa perde o prazer de fazer as atividades. Você tem um indivíduo que fica, muitas vezes, paralisado, se esquiva daquilo que ele fazia no dia a dia. Não porque não quer, mas porque existe uma mudança que torna isso muito difícil”, iniciou. 

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“A ansiedade é um transtorno que está relacionado com o sentimento de medo, de ansiedade. O indivíduo que tem muita preocupação, aquelas preocupações improdutivas, todos os dias, que antecipa vários cenários, em geral, catastróficos, e também tem o que a gente chama de comportamento de esquiva. Ele evita socializar. Não como na depressão, porque ele está muito triste, com desesperança, mas porque ele sente medo, angústia”, completou.  

Durante a entrevista, a psicóloga também destacou como as discussões relacionadas ao cuidado com a saúde mental têm evoluído ao longo dos anos.  

“Antigamente, era muito pior. A gente saiu de um breu e estamos em um momento em que isso [o tema saúde mental] está sendo mais colocado em pauta, as pessoas estão falando mais, nas Olimpíadas, por exemplo. A gente deve manter isso, trazendo informações relevantes para que as pessoas compreendam e vejam o quão importante é cuidar da nossa saúde como um todo”, declarou. 

Em uma sociedade cada vez mais conectada, as redes sociais também podem se tornar vilãs quando o assunto é saúde mental. Por isso, segundo Cíntia, o uso consciente é uma das alternativas para escapar das armadilhas que elas podem proporcionar.  

“Uma das formas de melhorar sua saúde mental é ter um critério nesse uso, de quem você está vendo, qual tipo de conteúdo que você está se engajando naquela rede, porque aquilo vai afetar a maneira que você pensa e seu humor. Se eu fico só vendo pessoas com aqueles recortes editados de vida perfeita, eu vou olhar pra minha vida e achar que ela é ruim”, afirmou. 

Outro aspecto tratado pela psicóloga foi o Burnout, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional. No bate-papo, ela falou sobre as causas da síndrome e como ela se manifesta.  

“Um ambiente hostil de trabalho pode desencadear um transtorno de ansiedade, como a depressão, que pode ser o que a gente chama de Burnout. Na prática clínica, tem profissionais que vão diagnosticar o Burnout, tem profissionais que vão colocar ansiedade com depressão ou depressão com ansiedade como comorbidade, mas a intervenção vai ser basicamente a mesma”, destacou. 

“O Burnout traz esgotamento físico e mental, que está associado ao estresse crônico”, detalhou. 

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