Saúde

Com fim da patente da semaglutida, empresa brasileira entra na disputa e preço da caneta emagrecedora pode cair; veja quando

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Empresa brasileira investe R$ 1,2 bilhão e coloca o Brasil em um novo patamar de autonomia tecnológica na área  |   Bnews - Divulgação Reprodução
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por Redação Bnews

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Publicado em 20/03/2026, às 13h14



Com o fim da patente da semaglutida no Brasil, nesta sexta-feira (20), a EMS, maior laboratório farmacêutico nacional, se prepara para entrar em uma nova fase e ampliar a oferta da caneta usada no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

A companhia, que há mais de uma década investe em ciência, inovação e infraestrutura, consolidou em Hortolândia (SP) uma planta de alta complexidade tecnológica, capaz de produzir até 20 milhões de canetas por ano.

O investimento ultrapassa R$ 1,2 bilhão e coloca o Brasil em um novo patamar de autonomia tecnológica na área de peptídeos farmacêuticos, moléculas de difícil síntese e alto valor terapêutico.

Segundo Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, o movimento reforça o compromisso da empresa com o acesso e a qualidade:

“Ainda não temos definição de preço, mas chegaremos de forma competitiva. Produzir peptídeos no Brasil é uma responsabilidade enorme e um avanço para toda a indústria nacional”, disse Sanchez.

O que muda para o Brasil
Autonomia tecnológica: pela primeira vez, o país terá produção nacional de semaglutida, sem depender totalmente de importações.
Capacidade instalada: a planta em Hortolândia já está pronta, aguardando apenas a aprovação da Anvisa para iniciar a produção.
Acesso ampliado: a expectativa é que a produção local ajude a reduzir custos e ampliar o alcance do tratamento.

Regulatório e próximos passos
A EMS já submeteu o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até que haja aprovação, não há data definida para o lançamento nem início da produção. Também não há preço estabelecido.

Importante destacar: a semaglutida da EMS não será genérica. Por se tratar de um medicamento de alta complexidade, o enquadramento regulatório segue o caminho de “medicamento novo de molécula conhecida”, exigindo estudos robustos de qualidade, segurança e eficácia.

Experiência prévia fortalece confiança
A EMS já produz no Brasil canetas de liraglutida (LIRUX® e OLIRE®), também utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Essa experiência consolidada mostra que a empresa domina a tecnologia de síntese química em fase sólida, capaz de gerar moléculas de elevada pureza e consistência.

Além da produção, a companhia investe em campanhas de conscientização, como “O Peso Invisível”, que busca ampliar o debate sobre os estigmas da obesidade e reforçar que o tratamento vai além da balança.

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