Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 30/07/2025, às 16h09
A creatina virou febre nas academias, e não é para menos. Promete mais força, mais energia e melhores resultados. Mas será que você está usando esse suplemento da forma correta? A verdade é que, dependendo do seu treino, ela pode ser sua melhor amiga ou um gasto inútil.
Para quem a creatina realmente funciona?
Primeiro, é bom saber que seu corpo já é uma pequena fábrica de creatina. Ela é produzida naturalmente e serve para dar aquele "gás" rápido para os músculos em atividades intensas. Três aminoácidos são responsáveis por isso: Arginina, glicina e metionina. Quando você suplementa, está basicamente aumentando esse estoque de energia.
A ciência é clara: se você é do time que treina pesado, que busca aumentar as cargas e chega até a falha, a creatina é para você. Ela pode te dar um empurrãozinho de até 3% na força e na potência. Pode não parecer muito, mas é o suficiente para você conseguir fazer aquela repetição a mais que faltava ou levantar um pouco mais de peso. Para quem leva o treino a sério, isso faz toda a diferença na hora de evoluir.
Agora, sendo bem sincero: se o seu treino é mais leve, o famoso "treino fofo", a creatina não vai fazer mágica. Ela precisa de um estímulo intenso para agir. Então, a primeira pergunta que você deve se fazer é: "Meu treino justifica o uso?".
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E a história de que a creatina deixa mais inteligente?
Você já deve ter ouvido por aí que a creatina também turbina o cérebro. Essa ideia se espalhou, mas a realidade é que, até hoje, não existe nenhuma comprovação científica forte de que isso aconteça em pessoas saudáveis.
O que alguns estudos viram foi uma leve melhora em pessoas que não comiam proteína suficiente. Mas isso é meio óbvio: sem proteína, seu corpo não produz creatina direito. Se você suplementa o que está faltando, é natural que se sinta melhor.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), uma espécie de Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da Europa, reuniu todos os estudos científicos que associavam creatina e cognição e não conseguiram ver nenhuma associação em indivíduos saudáveis. Ou seja, por enquanto, a indicação da creatina continua sendo para o músculo, não para o cérebro.
A creatina é uma ferramenta poderosa, mas só para quem realmente exige o máximo do corpo nos treinos. Para todos os outros, o melhor investimento ainda é um bom prato de comida e muita dedicação na academia.
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