Saúde
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 16/03/2026, às 16h17
O uso problemático de redes sociais pode aumentar os sintomas de depressão em adolescentes, especialmente antes dos 16 anos. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Miguel Hernández de Elche, na Espanha.
A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, analisou dados de 2.121 estudantes do ensino médio da Comunidade Valenciana.
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Os participantes responderam ao mesmo questionário em dois momentos, com intervalo de um ano, permitindo aos cientistas avaliar como o comportamento nas redes sociais se relaciona com mudanças na saúde mental.
Segundo os pesquisadores, o principal fator associado ao aumento dos sintomas depressivos não foi apenas o tempo gasto nas plataformas, mas o chamado uso problemático.
Esse padrão ocorre quando o jovem perde o controle sobre o comportamento online e sente necessidade constante de permanecer conectado.
“O verdadeiro risco não é apenas quanto tempo os adolescentes passam nas redes sociais, mas quando eles passam a perder o controle do uso e sentem necessidade contínua de estar conectados”, explica o pesquisador Daniel Lloret-Irles, líder do estudo.
Nesse cenário, o envolvimento excessivo começa a interferir na vida cotidiana, nas relações sociais e no bem-estar emocional.
O estudo também mostrou que a relação entre redes sociais e sintomas depressivos muda ao longo da adolescência.
Entre jovens de 13 anos, um uso mais intenso das plataformas esteve associado a níveis mais altos de depressão. Com o avanço da idade, porém, essa ligação se torna menos evidente. Por volta dos 16 anos, o aumento da frequência de uso das redes sociais já não apareceu ligado ao agravamento dos sintomas
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