Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 14/11/2025, às 14h43
O número de amputações provocadas por complicações do diabetes teve um crescimento de 57% na Bahia em dez anos, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O crescimento dos casos foi agravado pela redução das consultas e do acompanhamento médico durante a pandemia.
O avanço da doença preocupa, mas a boa notícia é que o diabetes tipo 2 pode ser prevenido e a principal ferramenta de prevenção está no prato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o consumo excessivo de refrigerantes, doces e carboidratos refinados é uma das principais causas da doença em todo o mundo.
O problema começa cedo: a alta oferta desses alimentos ultraprocessados na infância tem contribuído para o aumento dos casos entre jovens e adolescentes. No Dia Mundial do Diabetes, nesta sexta-feira (14), é importante entender que a prevenção começa na infância, alerta médico e naturopata Áureo Augusto.
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“Os carboidratos refinados como um todo são vilões que fazem parte da mesa de todos nós e, inclusive, da merenda das crianças. Aqui me refiro basicamente aos carboidratos refinados como o arroz polido, o açúcar de mesa, os biscoitos, as bolachas, o pão branco, toda a enorme quantidade de produtos cuja base é o açúcar.
Carboidratos integrais não fazem parte deste grupo, daí o consumo de aipim, inhame, batata-doce e outras raízes feculentas, bem como o consumo de arroz integral e cereais integrais não é problemático para a nossa saúde”, afirma o especialista.
O fisiologista Rui Coutinho, no livro Fisiologia da Nutrição, já alertava para a relação direta entre alimentação e incidência do diabetes, trazendo um curioso exemplo. Durante a Segunda Guerra Mundial, na Dinamarca, a população, sob domínio da Alemanha nazista, foi obrigada a interromper o consumo de produtos feitos com farinha refinada, doces e alimentos industrializados. Na escassez, restaram os produtos integrais e os alimentos cultivados em hortas caseiras e o resultado foi a redução dos casos e mortes por diabetes.
De acordo com Aureo Augusto, cuidar da alimentação é apenas uma das dimensões do processo de cura. “Somos seres complexos, com aspectos físicos, emocionais, mentais e espirituais que se influenciam mutuamente. A doença é, muitas vezes, um sinal de desequilíbrio em um desses níveis”, afirma o médico e naturopata.
Essa visão integral da saúde será o tema central do curso “Cura em Todos os Níveis”, conduzido pelo especialista, no Vale do Capão, na Chapada Diamantina. O curso acontece entre os dias 20 e 23 de novembro e propõe uma jornada de autoconhecimento e reconexão com o próprio corpo, a natureza e o sentido de viver com mais equilíbrio e consciência.
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