Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 24/05/2025, às 06h00
Durante anos, a gema do ovo foi vista com desconfiança. Foi acusada de aumentar o colesterol, demonizada em dietas e frequentemente separada da clara, como se fosse dispensável. Mas ,será que ela é realmente só gordura, sem valor nutricional? Ou há mais benefícios escondidos naquela parte amarela e cremosa que dá cor ao ovo frito e textura ao pudim?
Por fora, o ovo parece simples, mas seu interior revela duas partes com funções e composições bastante diferentes. A clara, composta quase totalmente por água e albumina, é famosa entre quem busca dietas de baixa caloria; tem praticamente zero gordura; poucas calorias; e cerca de 3 gramas de proteína por unidade (sendo ideal para quem procura refeições leves e nutritivas).
Já a gema é o verdadeiro “centro nutricional” do ovo. De cor amarelo-ouro, ela concentra aproximadamente 3 gramas de proteína de alta qualidade e entre 4,5 e 6 gramas de gordura, a maior parte insaturada, considerada benéfica para a saúde. Além disso, a gema é rica em fosfoproteínas, lipoproteínas e diversos micronutrientes essenciais.
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A gema do ovo oferece uma variedade de nutrientes importantes, como:
- Vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K): fundamentais para a saúde dos olhos, pele, ossos e para a coagulação sanguínea.
- Minerais como ferro e fósforo: essenciais para o transporte de oxigênio no sangue, prevenção da anemia e fortalecimento dos ossos.
- Antioxidantes como luteína e zeaxantina: ajudam a proteger os olhos contra danos e reduzem o risco de doenças oculares, como catarata e degeneração macular.
- Ácidos graxos saudáveis, incluindo ômega-3: aliados da saúde cardiovascular e cerebral.
- Colina: nutriente vital para o funcionamento do cérebro, memória e metabolismo das gorduras no fígado.
A dúvida é comum: consumir o ovo inteiro ou apenas a clara? Quem segue dietas restritivas em calorias ou gorduras pode optar pelas claras, já que são menos calóricas e praticamente não têm gordura. Porém, eliminar a gema pode reduzir significativamente o valor nutricional do prato, já que metade das proteínas e a maior parte dos micronutrientes estão nela.
Especialistas recomendam o consumo do ovo inteiro para a maioria das pessoas, pois isso garante um aporte completo de proteínas, vitaminas e minerais. O segredo está no equilíbrio e na orientação individualizada, especialmente para quem tem restrições específicas de saúde.
Apesar da fama, estudos mostram que, para a maioria das pessoas, o colesterol presente na gema tem pouco impacto nos níveis de colesterol sanguíneo. O maior vilão para o colesterol alto está nos hábitos alimentares inadequados, como o consumo excessivo de gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, além do sedentarismo.
Consumir até um ovo por dia é considerado seguro e saudável dentro de uma alimentação equilibrada. Pessoas com condições específicas, como hipercolesterolemia familiar, devem seguir orientação médica ou nutricional personalizada.
A forma de preparo também faz diferença. Fritar o ovo em óleo aumenta o teor de gordura e pode comprometer a qualidade dos nutrientes. As melhores opções são ovos cozidos, mexidos com pouco azeite, omeletes em fogo baixo ou pochê, preservando mais nutrientes e tornando o prato mais saudável.
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