Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 09/09/2025, às 15h00
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em agosto de 2025, escolheu não disponibilizar no serviço público, os remédios Ozempic e Wegovy, ambos feitos à base de semaglutida, alegando altos custos como justificativa.
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De acordo com o Portal Uol, o Brasil tem seis medicamentos apropriados para o combate e tratamento da obesidade: sibutramina, orlistate, associação de bupropiona e naltrexona, liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida. Mas, nenhuma das medicações citadas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O grande motivo dos medicamentos não serem oferecidos é porque a Conitec alegou o alto custo dos medicamentos. O Ministério da Saúde informa que o custo para o SUS seria de bilhões:
No caso da liraglutida e da semaglutida o impacto financeiro estimado é da ordem de R$ 8 bilhões anuais. Esse valor representa quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025”.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) apresentou um estudo realizado pela Unifesp e relatou que os custos diretos ao SUS com doenças relacionadas à obesidade podem atingir R$ 10 bilhões.
A SBEM divulgou uma nota conjunta com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) para criticar a decisão e alegar que vai contra a universalidade do SUS.
“Nós, profissionais de saúde, vemos os pacientes que pioram a cada dia e assistem à elitização do acesso ao tratamento medicamentosos da obesidade. A indisponibilidade no sistema público fere os beneméritos princípios de equidade, universalidade e integralidade do SUS”.
O grupo de endocrinologia e metabologia acredita que o gasto seria um investimento a médio e longo prazo, além de entender a pauta deve ser tratada como um caso de saúde pública.
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