Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 20/10/2025, às 12h32 - Atualizado às 13h01
A rotina desgastante muitas vezes dificulta o equilíbrio entre todas as demandas, gerando estresse e ansiedade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com cerca de 9,3% da população apresentando ansiedade patológica.
A ansiedade em excesso pode se tornar um transtorno e está diretamente associada a altos níveis de estresse. Além de bons hábitos para reduzir esses níveis, como a prática de exercícios físicos, a alimentação tem papel fundamental tanto na melhora quanto na piora dessa condição.
“O estresse é uma resposta natural do organismo a uma situação de risco. Em muitos casos, ele é bem-vindo e necessário. O problema é quando ocorre em excesso. Diversas situações do dia a dia levam nosso corpo a um estado de estresse, e a questão alimentar é uma delas”, explica a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), ao Globo.
A endocrinologista Deborah Beranger enfatiza que além dos alimentos em si, a associação entre alimentação e estresse também passa pelo hábito alimentar. “Fazer as refeições sentadas à mesa, em um ambiente calmo, comer com garfo e faca, mastigar devagar e olhar para o ambiente e não uma tela são ações que também ajudam a desacelerar e reduzir o estresse”, explica.
Alimentos que interferem
Alimentos processados, ultraprocessados, ricos em açúcar e carboidratos refinados e gordura saturada e frituras de imersão, aumentam a inflamação do organismo de maneira geral e ajudam para o aumento do estresse.
“Dietas pobres em nutrientes e pró-inflamatórias podem causar a neuroinflamação, o que prejudica a produção de hormônios do bem-estar”, explica a nutricionista Priscilla Primi, colunista do GLOBO mestre pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
Já uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras boas agem positivamente na redução do estresse e na saúde em geral.
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“Existem alguns alimentos que tem vitaminas, minerais e aminoácidos que podem ajudar na produção de hormônios ligados ao bem-estar. Entendendo quais são esses nutrientes, buscamos na natureza alimentos que os fornecem para poder ajudar o organismo a produzi-los com mais eficiência”, explica Primi.
A serotonina é um desses neurotransmissores. Conhecido como hormônio do bem-estar, esse neurotransmissor está associado à redução do estresse, da ansiedade e da depressão e à melhora da saúde mental em geral. O que pouca gente sabe é que mais de 90% da serotonina presente no organismo é produzida no trato gastrointestinal. Daí a importância da alimentação.
“Todos os alimentos que ajudam a reduzir o estresse são aqueles que aumentam a produção de serotonina”, ressalta Beranger. O triptofano, um aminoácido encontrado em alimentos como banana, laticínios, feijão ervilha, está diretamente envolvido na síntese da serotonina. O que os torna importante aliados na redução do estresse.
Veja a seguir outros alimentos que ajudam nessa melhoria:
Classificação Indicativa: Livre
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