Saúde

Estudo indica que doença de Parkinson pode começar em parte inesperada do corpo; saiba mais

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Associado frequentemente a danos neurológicos no cérebro, a doença de Parkinson pode começar em outra parte do corpo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 30/06/2025, às 10h39 - Atualizado às 12h31



Associada frequentemente a danos neurológicos no cérebro, a doença de Parkinson pode ter origem em outra parte do corpo: os rins. É o que aponta um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Wuhan, na China. A condição, marcada por uma queda drástica na produção de dopamina, pode começar fora do sistema nervoso central.

O estudo se concentra principalmente na proteína alfa-sinucleína (α-Syn), envolvida no desenvolvimento do Parkinson. Segundo os cientistas, quando essa proteína é produzida de forma desregulada, forma aglomerados malformados que interferem no funcionamento do cérebro.

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A descoberta
Os pesquisadores identificaram que esses aglomerados de α-Syn podem se acumular nos rins, além do cérebro. A hipótese é que essas proteínas anormais viajem dos rins até o cérebro, contribuindo para o surgimento da doença.

“Demonstramos que o rim é um órgão periférico que pode servir como origem da α-Syn patológica”, escreveram os cientistas no artigo publicado.

A teoria foi reforçada por testes em animais. Camundongos com rins saudáveis conseguiram eliminar os aglomerados de α-Syn injetados. Já nos que apresentavam disfunções renais, houve acúmulo da proteína, que acabou se espalhando para o cérebro. Quando os nervos entre cérebro e rins foram cortados, a disseminação não ocorreu.

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Limitações do estudo
Os próprios pesquisadores reconhecem limitações na pesquisa. O número de amostras humanas analisadas foi pequeno e, embora os camundongos sejam modelos eficazes em estudos científicos, não há garantia de que os mesmos efeitos se reproduzam em humanos.

Apesar disso, as descobertas abrem caminho para novas investigações e podem, futuramente, contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra o Parkinson e outros distúrbios neurológicos.

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