Saúde

Estudo realizado por Universidade de Cambridge revela que poluição do ar eleva risco para doença degenerativa

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Partículas de poluição podem apresentar riscos sérios para o cérebro  |   Bnews - Divulgação Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 29/07/2025, às 17h32



Um estudo, realizado pela Universidade de Cambridge, na Austrália, e divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Portal G1, revelou que a poluição do ar eleva o risco para demência em adultos e doenças degenerativas como o alzheimer.

De acordo com o estudo, a poluição do ar, principalmente a que se origina pelo escapamento de automóveis, queima de combustíveis e processos industriais pode estar relacionada ao problema de saúde.

A Organização Mundial da Saúde (ONU) diz que 57 milhões de pessoas já são afetadas pela demência. O órgão internacional estima que este número quase triplique até 2050.

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Esta análise coletou dados de 51 estudos já publicados, que utilizaram o universo de mais de 29 milhões de pessoas em quatro continentes diferentes. Foi descoberto que quanto maior é a exposição a alguns poluentes, maior é o risco de desenvolver demência. Principalmente as que são originadas por processos inflamatórios no cérebro.

Três poluentes se destacaram nesta ligação com as doenças:

  1. Material particulado fino (PM2,5)- partículas microscópicas que podem ser inaladas pelos pulmões. Elas estão presentes em escapamentos de automóveis, fogões a lenha, usinas e reações químicas no ar. A cada 10 microgramas por metro cúbico de PM2,5, o risco de demência aumenta 17%;

  2. Dióxido de nitrogênio (NO2)- o gás emitido principalmente por motores movidos a diesel, emissões industriais e aquecedores a gás. O aumento de 10 microgramas por metro cúbico a mais no ar, o risco de demência aumenta 3%;

  3. Fuligem (black carbon)- o subproduto da queima não total de combustíveis, presentes no trânsito e queima de madeira. A cada um micrograma por metro cúbico no ar a mais, eleva o risco de demência em 13%

Todas essas substâncias podem atingir o cérebro de forma direta ou não. Mesmo assim, elas causam inflamações e estresse oxidativo. Esses dois processos biológicos já são levados em conta por causa da ligação referentes a doenças neurodegenerativas como a demência.

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