Saúde

Gordura abdominal pode estar associada a doença degenerativa, diz estudo

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Quantidade de gordura abdominal pode estar associada a doença degenerativa que atinge muitos idosos  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 03/12/2024, às 13h54



A quantidade de gordura abdominal que a pessoa possui pode afetar o centro de memória do cérebro e diminui e beta amiloide e tau, com isso, os marcadores do Alzheimer, podem aparecer. Tudo isso ocorrendo já aos 40 e 50 anos, muito antes de qualquer declínio cognitivo ser aparente. Segundo nova pesquisa apresentada na segunda-feira (2), conferência da Sociedade de Radiologia da América do Norte.

Tanto as placas beta amiloides quanto os emaranhados tau são sinais precoces da marcha do cérebro em direção a um possível diagnóstico de Alzheimer. As placas amiloides geralmente aparecem primeiro, com os emaranhados tau surgindo depois conforme a doença progride. As informações são da CNN Brasil.

Quanto mais amiloide ou tau você tem no cérebro, mais doente o cérebro fica”, diz o autor sênior do estudo, Cyrus Raji, professor associado de radiologia da Universidade Washington em St. Louis.


Menos fluxo sanguíneo no centro de memória do cérebro pode causar encolhimento, outro biomarcador importante para Alzheimer, segundo o neurologista preventivo Richard Isaacson, diretor de pesquisa do Instituto de Doenças Neurodegenerativas na Flórida, que não esteve envolvido na nova pesquisa.

Como o estudo encontrou essas relações décadas antes do declínio cognitivo e um diagnóstico esperado, ter um foco preciso na redução da gordura abdominal pode ser uma de nossas ferramentas mais poderosas para combater essa terrível doença”, diz Isaacson por e-mail.

A obesidade é uma epidemia mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que mais da metade do mundo estará com sobrepeso ou obesidade dentro de 10 anos. Apenas nos Estados Unidos, estima-se que quase 260 milhões de americanos estarão com sobrepeso ou obesidade até 2050, a menos que os formuladores de políticas tomem ações imediatas.

De forma conservadora, a obesidade como fator de risco para demência afeta pelo menos 1% dos adultos americanos, o que significa que mais de 2 milhões de indivíduos poderiam ter demência da doença de Alzheimer atribuível à sua obesidade”, diz Raji.

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