Saúde
Publicado em 26/07/2024, às 10h22 Redação
Os boletins periódicos do governo federal sobre mortes e doenças no território yanomami deixaram de ser publicados após um aumento no número de mortes na terra indígena no início do ano.
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O informe mais recente foi divulgado no final de fevereiro com números registrados até 31 de dezembro do ano passado. Segundo o portal Uol, a frequência de publicação dos relatórios diminuiu ao longo de 2023.
Em 2023 as mortes de yanomamis cresceram 5,8%. De acordo com dados da Secretaria de Saúde Indígena, foram 363 mortes no ano passado contra 343 em 2022. Esses números podem sofrer alteração, já que há uma diferença entre a data da morte e o registro no sistema, pois o território é de díficil acesso.

O Ministério afirmou que no governo Bolsonaro houve subnotificação de casos. Ao UOL, o governo federal disse que irá divulgar dados atualizados em breve após revisão dos mesmos.
A malária e a subnutrição persistem nas aldeias, segundo os líderes indígenas. Embora o atendimento tenha melhorado, muitas crianças ainda morrem de malária, pneumonia e diarreia. As aldeias ainda dependem de cestas básicas.
O ministério disse que reabriu sete polos-base com serviços de saúde e saneamento na região e que inaugurou no mês de junho um refeitório para os indígenas em Boa Vista. Apesar de informar que os índices de saúde melhoraram, o Ministério não apresentou dados ao portal UOL.
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