Saúde

Hipertensão atinge quase 30% das crianças e adolescentes do Brasil, aponta órgão oficial

Marcelo Camargo/Agência Brasil
A situação foi revelada depois de um levantamento ter sido realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em escolas de três estados do Brasil  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 22/10/2026, às 17h48



A hipertensão arterial é um problema de saúde que precisa de atenção e acompanhamento médico em qualquer pessoa, sobretudo em crianças, e um órgão nacional identificou que quase 30% da faixa etária entre crianças e adolescentes em três estados brasileiros precisam lidar com a condição clínica.

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Os dados levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em uma pesquisa realizada entre junho e outubro de 2026 com 6092 participantes de 38 escolas de Minas Gerais (MG), Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP), identificaram que a taxa de hipertensos chega a 28,3%. Outros 11,6% apresentam pré-hipertensão.

Além da condição clínica, a mesma pesquisa apontou que o excesso de peso atingiu 33,1% (sendo sobrepeso 19,5% e 13,6% para obesidade). O número causa espanto quando, entre crianças e adolescentes com sobrepeso, 48,4% deles apresentavam ainda hipertensão. De acordo com o órgão, a proporção chegou a 60,5% entre os participantes obesos de 15 a 18 anos.

Relação do problema com o excesso de peso

O veredito do estudo destacam a ligação entre o sobrepeso e a hipertensão desde a infância. Fatores como a combinação entre a alimentação inadequada, a pouca atividade física e os costumes associados ao estresse podem agravar a possibilidade de problemas cardiovasculares ao longo da vida.

O sedentarismo e o tempo de tela contribuem para a problemática com os jovens. Cerca de 59% dos participantes do estudo passavam mais de três horas/dia na frente de telas fora da escola, sendo celular e televisão como os principais aparelhos, com 86% e 80%, respectivamente.

Dentre eles, 66% dos menores praticavam apenas uma a duas horas de atividade física por semana, sendo que, no recorte, 93% realizam a prática nas escolas.

Problema silencioso

Especialistas apontam que a hipertensão pode não aparentar os sintomas de forma muito definida, o que impacta na necessidade de realizar um acompanhamento regular da pressão arterial durante as consultas com o pediatra. De acordo com o Uol, a recomendação da Academia Americana de Pediatra é que a avaliação aconteça ao menos uma vez por ano e que elas comecem com todas as crianças a partir dos 3 anos.

Comparadas aos adultos, as crianças possuem valores de pressão considerados adequados de forma diferente. Aos menores, é preciso levar fatores em conta: idade, tamanho corporal e circunferência do braço. Deste modo, é vital o acompanhamento com um profissional de saúde.

Por conta de toda a gravidade, especialistas apontam que o diagnóstico positivo é fundamental para que o controle da pressão, aliado a mudanças no estilo de vida, sejam realizados de forma que medicamentos não sejam utilizados. Quando o paciente possui excesso de peso, a condição precisa ser levada em conta.

Confira recomendações apontadas pela Sociedade Europeia de Cardiologia conhecidas como bons hábitos:

  • hábitos mais saudáveis com toda a família;
  • alimentação priorizando vegetais, frutas e alimentos ricos em fibras;
  • rotina doméstica com familiares;
  • diminuir o consumo de sal, açúcar, bebidas açucaradas e gorduras saturadas;
  • incentivar pelo menos uma hora diária de exercício físico moderado a intenso, como andar de bicicleta, nadar ou correr;
  • realizar as atividades sedentárias diante de telas por, no máximo, duas horas por dia;
  • metas realistas para alimentação, exercícios físicos e controle do peso.

Classificação Indicativa: Livre

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