Saúde
A psicóloga e sexóloga Mayara Magalhães foi a convidada desta sexta-feira (01) do programa De Cara com o Líder, onde abordou com franqueza e sensibilidade os diferentes tabus que ainda cercam a sexualidade de homens e mulheres no Brasil.
Durante a entrevista comandada pelo vice-governador Geraldo Júnior na Rádio Baiana FM (89,3), Mayara destacou que os tabus não são iguais para todos: “Na mulher, existe muita repressão. Ontem mesmo, 31 de julho, foi o Dia do Orgasmo, e ainda assim, 40% das mulheres brasileiras têm dificuldade ou nunca chegaram ao orgasmo. Isso está diretamente ligado à ausência de educação sexual e à repressão que carregamos desde cedo”, afirmou.
Segundo ela, a repressão feminina se reflete na dificuldade de conhecer o próprio corpo e se permitir sentir prazer: “A gente se reprime, tem dificuldade de se tocar, e isso interfere na nossa permissão de sentir”.
Por outro lado, os homens enfrentam pressões diferentes, mas igualmente prejudiciais. “O tabu masculino é o oposto. O homem é educado para performar. Cresce com a referência da pornografia e aprende que precisa ser o 'retadão': ter ereção sempre, durar o tempo certo, não gozar rápido demais, nem devagar demais. Ele não pode negar sexo, precisa querer o tempo todo. Isso é uma pressão enorme”, pontuou.
Mayara alertou que essa cobrança por desempenho gera ansiedade e insegurança: “Se o homem não entende que perder uma ereção, por exemplo, é algo natural, ele entra na relação pressionado. A expectativa é tanta que, quando algo sai do planejado, a ansiedade toma conta e o resultado costuma ser frustrante”.
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