Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 15/08/2025, às 15h41 - Atualizado às 16h28
Uma mulher chamada Lalá Mesquita, de 43 anos de idade, esperou mais de 20 anos para receber o diagnóstico da endometriose profunda grau 4, o estágio avançado da doença, e só conseguiu receber este diagnóstico após um exame ginecológico de rotina.
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De acordo com informações veiculadas pelo portal Metrópoles, a endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio, responsável por revestir o útero em outras partes do corpo, como ovários e intestino, causando lesões. Seus sintomas são cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante relação sexual com penetração, infertilidade, queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico.
Lalá sente essas dores desde o período da adolescência e acreditava que esse sofrimento fazia parte da rotina feminina. Em suas primeiras menstruações, ela sentiu desconfortos intensos, dores nas pernas e um cansaço profundo. Além das cólicas, a mulher sentia falhas na memória, desânimo e evitava sair de casa por causa da sua situação.
Suas dores causadas pela cólica passavam de 20 dias. Ela procurou realizar um exame ginecológico de rotina e foi descoberto um endometrioma, cisto formado por tecido endometrial no ovário. Mesmo com o laudo, o médico apenas prescreveu anticoncepcional e antidepressivo.
Lala diz que sempre relatou para seus ginecologistas sobre suas dores, mas seu caso nunca recebia uma investigação a fundo:
Se homens tivessem endometriose, o diagnóstico não levaria anos e provavelmente já teríamos a cura”.
A influenciadora saiu da consulta sem entender o que realmente tinha. Mas, após conversar com uma amiga diagnosticada com endometriose e pesquisar o assunto por conta própria, reconheceu que tinha os mesmos sintomas.
Desde então, procurou um especialista e foi diagnosticada com endometriose profunda grau 4. Esse é o estágio avançado da doença. Lalá passou por duas cirurgias para retirar os focos, o que diminuiu bastante suas dores.
A endometriose não tem cura, mas estas cirurgias diminuíram bastante as suas dores. Hoje, ela sente menos o impacto do desconforto em poucos dias do mês e por isso, tem mais qualidade de vida.
Atualmente, ela cuida da sua saúde com ajustes na alimentação para diminuir a inflamação, práticas de atividades físicas, acompanhamento psicológico e sessões de acupuntura e osteopatia. Lalá pensa que, ao relatar a sua experiência, colabora para a conscientização de outras mulheres.
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