Saúde

Nova pílula faz o corpo queimar gordura até dormindo, aponta estudo

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Pesquisadores suecos desenvolvem pílula que queima gordura e reduz a glicose no sangue  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Towfiqu barbhuiya / Unsplash
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 12/12/2025, às 13h32



Pesquisadores suecos do Instituto Karolinska e da Universidade de Estocolmo, desenvolvem pílula ATR-258 que queima gordura e reduz a glicose no sangue, mantendo a massa muscular e sem perda de apetite.

O estudo foi publicado na revista Cell e revela que o composto pode  ser uma futura opção para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Diferente da Ozempic e de outros remédios baseados em GLP-1, o novo medicamento vai agir diretamente no tecido muscular.

Como funciona o processo 

Ao invés de suprimir o apetite, o medicamento aumenta a atividade metabólica dos músculos, o que eleva o gasto energético, além de melhorar o controle da glicose e estimular a queima de gordura, mantendo a massa muscular preservada. A substância ativa é baseada em uma molécula sintética chamada ATR-258, desenvolvida em laboratório.

 “A ATR-258, uma pequena molécula sintética, possui farmacocinética favorável e, em ensaios clínicos de fase 1, foi administrada apenas uma vez ao dia em forma de cápsula, tornando-se uma opção simples e conveniente para o paciente em comparação com as terapias injetáveis”, afirma Dana Hutchinson, da equipe do Instituto Karolinska.

Resultados

Através de testes feitos com roedores, o medicamento melhorou os níveis de glicose, reduziu a gordura corporal e preservou a musculatura, como se os animais estivessem em estado de exercício, mesmo em repouso. 

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A fase 1 dos testes em humanos incluiu 48 voluntários saudáveis e 25 pessoas com diabetes tipo 2, com resultados igualmente positivos.

“Nossos resultados apontam para um futuro no qual podemos melhorar a saúde metabólica sem perder massa muscular. Os músculos são fundamentais tanto no diabetes tipo 2 quanto na obesidade, e a massa muscular está diretamente relacionada à expectativa de vida”, explica Tore Bengtsson, professor da Universidade de Estocolmo.

Uma nova fase de ensaios deve ser iniciada em breve. A partir desse estudo, o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade poderá mudar radicalmente, porém essa terapia ainda está em testes clínicos iniciais. Ou seja, pode levar anos até ficar disponível no mercado, caso os dados confirmem segurança e eficácia

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