Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 10/12/2025, às 10h56 - Atualizado às 13h15
Já ouviu falar do “viagra eletrônico”? O dispositivo criado por um brasileiro surge com a promessa de tratar a disfunção erétil e apresenta resultados promissores. O tratamento registrou 90% de eficácia na recuperação da ereção e desponta como uma nova alternativa para a reabilitação sexual após cirurgias e para o tratamento da disfunção, que afeta mais de 150 milhões de homens no mundo.
Como funciona
O “viagra eletrônico” adota uma abordagem diferente. Totalmente interno e sem partes aparentes, o CaverSTIM, nome oficial do dispositivo, é ativado por um controle remoto que pode ser acionado de forma discreta.
Ele funciona como um marcapasso: eletrodos são implantados cirurgicamente na região pélvica e, quando ativados pelo controle, enviam estímulos aos nervos cavernosos. O dispositivo não provoca uma ereção imediata, mas inicia estímulos que permitem que ela ocorra de forma fisiológica, conforme aumenta o estímulo sexual.
Em pacientes operados da próstata, o dispositivo pode ser utilizado como terapia temporária até que a função natural seja recuperada. No caso de homens com lesão medular, pode ser usado permanentemente.
Como foi feito o estudo
O estudo começou com pacientes submetidos à prostatectomia, cirurgia para retirada da próstata. Mesmo nos modelos robóticos mais modernos, há risco de cerca de 70% de desenvolvimento de disfunção erétil, já que os nervos responsáveis pela ereção podem ser danificados.
Segundo os pesquisadores, nove dos dez pacientes recuperaram a vida sexual que tinham antes da operação. A maioria voltou a ter potência cerca de dois meses após o implante, sem uso de medicamentos ou injeções. Eles foram acompanhados por um ano e, ao final, já não precisavam mais dos estímulos do aparelho.
“Esses pacientes retomaram a capacidade sexual que tinham antes da cirurgia, e poucos meses depois. Eles não precisaram nem de Viagra, nem de injeções. Hoje caminhamos para um tratamento que reduz de 70% para 10% a chance de desenvolver disfunção após a retirada da próstata”, afirma o pesquisador brasileiro Rodrigo Araújo.
O dispositivo também apresentou resultados inéditos em homens paraplégicos: cinco dos seis avaliados voltaram a ter ereções.
Próximas etapas
A pesquisa agora avança para testes clínicos iniciais nos Estados Unidos, no Johns Hopkins Hospital, um dos centros médicos mais respeitados do mundo. Em seguida, começa o estudo pivotal (fase 3), com previsão de até 150 pacientes.
A Faculdade de Medicina do ABC informou ao g1 que publicará um novo artigo com dados sobre os testes em homens paraplégicos.
Já ouviu falar do “viagra eletrônico”? O dispositivo criado por um brasileiro surge com a promessa de tratar a disfunção erétil e parece bem promissor. O tratamento registrou 90% de eficácia na recuperação da ereção e surgiu como uma nova possibilidade para a reabilitação sexual depois da cirurgia e para o tratamento da disfunção, que afeta mais de 150 milhões de homens no mundo.
Como funciona
O “viagra eletrônico” propõe uma abordagem diferente. Totalmente interno e sem partes aparentes, o CaverSTIM, nome oficial do dispositivo, é ativado por um controle remoto que pode ser acionado discretamente.
O dispositivo funciona como um marcapasso no qual eletrodos são implantados cirurgicamente na região pélvica e, quando ativados por um controle remoto, enviam estímulos aos nervos cavernosos.
Ele não provoca uma ereção imediata, mas inicia o estímulo nervoso que permite que a ereção aconteça de forma fisiológica, conforme o estímulo sexual aumenta.
No caso dos pacientes operados da próstata, o dispositivo pode ser utilizado como terapia temporária até que a função natural seja recuperada. Também pode ser utilizado como uso permanente, no caso de pacientes com lesão medular.
Como foi feito o estudo
O estudo iniciou com pacientes submetidos à prostatectomia, cirurgia para retirada da próstata. Mesmo nos modelos robóticos mais modernos, o risco de desenvolver disfunção erétil é de cerca de 70%, porque os nervos responsáveis pela ereção podem ser danificados durante o procedimento.
Segundo o estudo, nove dos dez pacientes voltaram a ter a vida sexual que tinham antes da cirurgia.
A maioria recuperou a potência da ereção cerca de dois meses após o procedimento, sem uso de medicamentos ou injeções. Eles foram acompanhados por um ano e, ao final desse período, já não precisavam mais dos estímulos enviados pelo aparelho.
“Esses pacientes retomaram a capacidade sexual que tinham antes da cirurgia, e poucos meses depois. Eles não precisaram nem de Viagra, nem de injeções. Hoje, caminhamos para um tratamento que reduz de 70% para 10% a chance de desenvolver disfunção após a retirada da próstata”, diz o pesquisador brasileiro Rodrigo Araújo.
Além disso, o dispositivo mostrou resultados inéditos em homens paraplégicos, no qual cinco dos seis testados voltaram a ter ereções.
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Próximas etapas
Agora a pesquisa passa por uma fase inicial de testes clínicos nos Estados Unidos, no Johns Hopkins Hospital, um dos centros médicos e científicos mais renomados do mundo.
Depois, o início do estudo pivotal (fase 3), com previsão de incluir até 150 pacientes. A próxima etapa é de publicação de um novo artigo com resultados do uso do dispositivo em homens paraplégicos. Ao g1, a Faculdade de Medicina do ABC adiantou que cinco dos seis pacientes testados voltaram a ter ereções.
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