Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 09/12/2025, às 10h58 - Atualizado às 12h44
Os vídeos curtos se consolidaram em plataformas como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts, transformando a forma como milhões de usuários consomem e produzem conteúdo digital. No entanto, pesquisas recentes têm buscado entender como esse hábito pode afetar o cérebro.
De acordo com os estudos, o uso excessivo desse formato pode estar relacionado a problemas de foco, autocontrole e saúde mental, o que alimenta preocupações populares em torno do termo brain rot, gíria que descreve uma possível deterioração cognitiva e que foi eleita “palavra do ano” de 2024 pela Oxford University Press.
Especialistas apontam sinais consistentes de que o consumo exagerado de vídeos curtos pode estar associado a impactos negativos, segundo informações da NBC News.
Como foram as pesquisas
Um levantamento publicado em setembro analisou 71 estudos com cerca de 100 mil participantes e achou associações evidentes entre o consumo intenso de vídeos curtos e pior desempenho cognitivo, sobretudo em atenção e controle de impulsos. Ele também identificou maior incidência de sintomas de depressão, ansiedade, estresse e solidão.
Já uma outra análise, publicada em outubro, juntou 14 estudos que relacionam o uso pesado do formato a quedas no desempenho acadêmico e dificuldades de concentração. Porém, os pesquisadores destacam que os dados ainda são iniciais e que faltam estudos de longo prazo que confirmem causa e efeito. Entre as principais preocupações estão:
O futuro
Segundo o neuropsicólogo James Jackson, historicamente, novas tecnologias sempre geram ondas de preocupação. No entanto, ele reconhece que, neste caso, parte das inquietações é justificada, especialmente diante de sinais de que o uso excessivo pode provocar efeitos nocivos no cérebro.
Pesquisadores como Nidhi Gupta também destacam sobre a possibilidade de que adultos mais velhos estejam vulneráveis, já que tem mais tempo disponível e podem ter menos familiaridade com ferramentas digitais. Outra questão analisada é a coincidência entre sintomas de TDAH e os efeitos associados aos vídeos curtos, o que gera debates sobre diagnósticos crescentes.
Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Apesar disso, especialistas lembram que o conteúdo em formato curto também pode ser benéfico na promoção de aprendizado rápido e fortalecimento de comunidades online. O problema ocorre quando o uso extrapola os limites saudáveis e substitui atividades cognitivamente mais ricas ou o convívio.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando