Saúde

Números assustam: Veja quem mais sofre com depressão, tristeza e vontade de se machucar na Bahia, segundo IBGE

Unsplash / Ilustrativa
Dados do IBGE mostram crescimento de 78,2% nos diagnósticos entre adultos baianos e maior vulnerabilidade entre mulheres e adolescentes  |   Bnews - Divulgação Unsplash / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 12/09/2026, às 05h45



A Bahia registrou um aumento de 78,2% no número de adultos que informaram ter diagnóstico de depressão feito por profissional de saúde mental entre 2013 e 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total passou de 396,8 mil para 707,1 mil pessoas no período. Entre mulheres e adolescentes, os indicadores de saúde mental também chamam atenção pela diferença em relação aos homens.

Os dados foram divulgados pelo IBGE em referência ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, dentro das ações do Setembro Amarelo. As informações sobre adultos são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), enquanto os dados sobre adolescentes de 13 a 17 anos foram levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE).

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Bahia tinha uma das menores proporções do país

Apesar do crescimento no número absoluto de adultos com diagnóstico de depressão, a Bahia apresentava, em 2019, a oitava menor proporção entre os estados brasileiros.

Naquele ano, 6,3% da população adulta baiana tinha diagnóstico de depressão. A média nacional era de 10,2%.

Em números absolutos, o estado passou de 396,8 mil adultos com diagnóstico em 2013 para 707,1 mil em 2019. No Brasil, o aumento no mesmo período foi de 47,3%, chegando a 16,293 milhões de pessoas.

Mulheres representam maioria dos diagnósticos

O recorte por gênero mostra uma diferença significativa. As mulheres correspondiam a 83,6% dos adultos baianos com diagnóstico de depressão em 2019, o equivalente a 590,9 mil pessoas.

O número representava 10% da população adulta feminina da Bahia.

Entre os homens adultos, 2,2% tinham diagnóstico de depressão no período, o equivalente a 116,2 mil pessoas.

Os dados também apontaram diferenças segundo raça e faixa etária. Entre pessoas brancas, a proporção com diagnóstico era de 8,1%, acima dos índices registrados entre pardos, de 6,2%, e pretos, de 5,5%.

A maior proporção por faixa etária estava entre pessoas de 65 a 74 anos, com 10,2%.

Depressão limitava atividades de 136,5 mil adultos

Em 2019, 136,5 mil adultos baianos relataram grau intenso ou muito intenso de limitações nas atividades habituais por causa da depressão.

As mulheres correspondiam a 84,3% desse grupo, com 115,1 mil pessoas.

Três em cada dez adolescentes disseram sentir tristeza

Entre os adolescentes baianos de 13 a 17 anos, 29,4% disseram, em 2024, sentir-se tristes a maior parte do tempo ou sempre.

O percentual ficou praticamente estável em relação a 2019, quando 29,6% dos adolescentes do estado relataram a mesma situação.

A diferença entre meninas e meninos voltou a aparecer nos dados. Entre as adolescentes, 41,9% disseram sentir tristeza a maior parte do tempo ou sempre. Entre os adolescentes homens, o percentual foi de 15,6%.

Vontade de se machucar também é maior entre meninas
Em 2024, 31,9% dos adolescentes baianos de 13 a 17 anos disseram ter sentido vontade de se machucar de propósito.

Entre as meninas, o percentual chegou a 42,5%. Entre os meninos, foi de 20,3%.

Outro indicador da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar apontou que 19,9% dos adolescentes baianos sentiam que a vida não valia a pena ser vivida na maior parte do tempo ou sempre em 2024.

O percentual apresentou uma pequena redução em relação a 2019, quando era de 21,1%. Entre as adolescentes, 27,1% disseram sentir que a vida não valia a pena ser vivida. Entre os adolescentes homens, o índice foi de 12,0%.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)