Saúde

Outubro Rosa: Coordenador de mastologia do Hospital da Mulher detalha sinais que podem indicar câncer de mama

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De acordo com André Dias, quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maior será a chance de cura  |   Bnews - Divulgação Reprodução/YouTube/BNewsTV
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 08/10/2024, às 05h30 - Atualizado às 05h30



André Dias, coordenador do Hospital da Mulher, em Salvador, concedeu uma entrevista ao BNews na última sexta-feira (4). Na ocasião, ele falou sobre diversas questões associadas ao câncer de mama e também detalhou alguns sinais que podem indicar a doença. 

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“A mulher pode sentir uma nodulação na mama, que, normalmente, é rígida e firme, mas o câncer de mama pode se manifestar de outras formas. A mulher pode detectar a saída de um líquido sanguinolento ou cristalino pelo mamilo, como água de rocha. Ainda pode surgir um ferimento na mama que não cicatriza, um processo que parece ser inflamatório, apenas uma vermelhidão, mas que só faz aumentar ou um ferimento no bico da mama”, iniciou ele. 

No entanto, de acordo com André, a doença pode ser diagnosticada antes de dar sinais. “Quando nós realizamos, por exemplo, o exame de mamografia, nós temos a capacidade de ver o câncer de mama apresentando sinais subclínicos. Ou seja, a mulher ainda não sente e não tem como palpar nodulação alguma, mas nós já vemos no exame de imagem”, explicou.  

Durante o bate-papo, o médico disse que o sedentarismo, a obesidade, o histórico familiar e o consumo exagerado de bebida alcoólica são alguns dos principais fatores de risco para esse tipo de câncer. “Quanto maior a dose do consumo diário de bebida alcóolica, maior é o risco para o desenvolvimento do câncer de mama”, afirmou. “Por outro lado, atividade física, boa hidratação e alimentação saudável são fatores de proteção para o câncer de mama”, acrescentou.  

De acordo com André Dias, quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maior será a chance de cura. Por isso, a realização da mamografia é muito importante. “Estudos mostraram que a mamografia, se aplicada à população em geral a partir dos 40 anos, de maneira anual, reduz mortalidade [em decorrência do câncer de mama], com um impacto de redução de 35%”, explicou.  

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