Saúde
por Bruna Ferraz
Publicado em 04/10/2024, às 18h39
Outubro é um mês especialmente reservado para tratar de um assunto que preocupa ao longo de todo o ano: o câncer de mama. Na Bahia, entre os anos de 2021 e 2024, entre as mulheres que morreram em decorrência da doença, 56% eram pardas, 22,2% eram brancas e 18,5% eram pretas. Os dados são da Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).
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A médica mastologista Flávia Rego, especialista em reconstrução mamária e membro do Serviço de Mastologia Hospital Aliança Rede D’Or, falou ao BNews sobre os fatores de risco para a doença e elencou o que pode ser feito para que ela seja prevenida. A profissional, que também faz parte do Serviço Mamografia Maternidade Climério de Oliveira, destacou que, por se tratar de uma doença heterogênea, o câncer de mama tem origem multifatorial, ou seja, são muitos fatores que se juntam e corroboram para o seu aparecimento.
Dentre os fatores de risco, Flávia Rego explicou que eles podem ser divididos em dois subgrupos: os modificáveis e os imutáveis. No que se refere aos que não podem ser modificados, estão a menarca precoce, que é a primeira menstruação que chega cedo demais. A menopausa tardia também aparece em destaque, pois isso faz com que tempo de vida de disposição aos ciclos menstruais, às alterações hormonais e aos picos de estrogênio perdurem por mais tempo, fazendo com que essa paciente tenha um tecido mais sucessivo a desenvolver a doença.
A mastologista também falou sobre a paridade, que são as pacientes que tiveram filhos antes dos 30 anos e amamentaram por mais de seis meses. “Isso confere às pacientes um fator protetor para o câncer de mama. Então, pacientes que não tiveram filhos e não amamentaram, carregam em si um fator de risco incrementado para câncer de mama”.
Outro fator de risco que não pode ser modificado e que a especialista elencou ao Bnews são os antecedentes familiares, ou seja, a herança genético hereditária.
“O número de casos de câncer de uma forma geral que você tem no seu histórico, o número de casos de câncer familiares, principalmente em parentes de primeiro grau, como mãe ou irmã, mas todo o histórico de câncer, do seu lado paterno e materno, tudo isso vai incrementar a sua chance de desenvolver um câncer futuro”.
Segundo destacou a especialista, famílias que têm vários casos de câncer de mama entre parentes podem carregar consigo uma mutação genética. Por isso, hoje existe uma atenção maior a oncogenética. Para a médica, quando esses casos começam a se repetir na família, é preciso que se faça um reconhecimento genético e, em algumas situações, abordar todo esse histórico em modelos de risco, que são os calculadores de risco, para saber se há ou não a necessidade de fazer o teste genético e se a pessoa carrega ou não essa mutação que aumenta significantemente o risco de desenvolver a doença.
Quanto aos fatores de risco que são modificáveis, ou seja, que são comportamentais e que dependem do estilo de vida dos indivíduos, são eles: a obesidade; o sedentarismo; o consumo diário de álcool; e mais modernamente, já se entende o tabagismo, principalmente nas pacientes jovens, como um fator que incrementa as chances de diagnóstico de câncer de mama.
Flávia Rego destacou também a densidade mamária como um desses elementos observados atualmente. “É considerado hoje nos estudos de prevenção e recomendação, a quantidade de tecido jovem que a mulher apresenta no seu exame de mamografia. Mulheres com um padrão de mama mais denso, que entram nos 40 anos com esse tecido ainda jovem predominante, a gente sabe que são pacientes que têm o risco de futuro aumentado para câncer de mama e hoje elas devem ser rastreadas de forma diferenciada, individualizada. A eles devem ser oferecidos, além da mamografia anual, ultrassom e a ressonância”.
Prevenção
A mastologista explicou ao Bnews que o rastreamento, que é a realização dos exames e os diagnósticos preventivos, é a forma mais segura de se conseguir diagnosticar precocemente o câncer de mama, que ainda não pode ser considerada uma doença evitável, mas tem, no diagnóstico precoce, uma chance maior de cura.
“O padrão de rastreamento hoje está muito modificado. Nós temos várias formas de rastreamento hoje, para a identificação do câncer, além da mamografia. Em algumas situações específicas temos que associar ao ultrassom, ressonância de mama, colocar essa paciente em calculadores de risco para entender a quantidade de risco que ela tem de desenvolver a doença, e oferecer um rastreamento, uma prevenção individualizada”.
A busca por um médico especialista e a avaliação dos riscos são maneiras apontadas por Flávia Rego de se lidar com o câncer de mama de forma mais segura. Além disso, ela ressaltou também a importância da atividade física, da alimentação equilibrada e do baixo consumo de álcool. “É necessária uma frequência de atividade física de, no mínimo, três vezes por semana, mas aquela que tem impacto é aquela com quatro, cinco, seis vezes por semana, com musculação, atividade aeróbica, isso realmente tem impacto de diminuição de risco futuro”.
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