Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 18/11/2025, às 07h52 - Atualizado às 15h05
Uma reação alérgica tardia à carne matou um piloto de 47 anos, nos Estados Unidos. O caso está relacionado à síndrome alfa-gal, condição desencadeada por picadas de carrapato.
De acordo com um estudo detalhado publicado pelo Journal of Allergy and Clinical Immunology na última quinta-feira (12), esta é a primeira morte associada à doença no país.
Como aconteceu
O piloto, morador de Nova Jersey, apresentou dois episódios de mal-estar após consumir carne vermelha. Na primeira ocorrência, durante uma viagem em família, ele teve fortes sintomas gastrointestinais — diarreia, náuseas e vômitos — após o jantar.
Já o segundo episódio ocorreu duas semanas depois, após ele comer um hambúrguer. Cerca de 30 minutos depois da refeição, o filho o encontrou inconsciente no banheiro, cercado de vômito. Mesmo após duas horas de tentativas de reanimação, o piloto não resistiu.
Alerta para o caso
A autópsia inicial registrou “morte súbita”, sem causa definida. Após nova análise, exames identificaram sensibilização pela síndrome alfa-gal, que teria provocado uma reação severa desencadeada pela ingestão de carne.
A esposa relatou que o marido frequentemente apresentava pequenas lesões nos tornozelos, semelhantes a picadas de carrapato — embora não houvesse marcas recentes. Segundo o estudo, as lesões eram compatíveis com larvas do carrapato-estrela-solitária, espécie comum no leste dos EUA e principal responsável pela sensibilização que leva à síndrome.
A alfa-gal causa alergia a uma molécula de açúcar presente na carne de mamíferos. Diferentemente de outras alergias alimentares, suas reações são tardias e surgem horas após a refeição, o que facilita a confusão com quadros de intoxicação alimentar.
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