Saúde

Planos de saúde investigados pelo governo se destacam entre os mais lucrativos de 2024; saiba quais

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Os planos de saúde que foram alvo de investigação se destacam entre os mais lucrativos de 2024  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Pixabay
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 11/12/2024, às 12h27



As empresas de planos de saúde e as administradoras de benefícios registraram um lucro líquido de R$ 8,7 bilhões no Brasil até o terceiro trimestre de 2024, o que representa o melhor resultado do nicho desde a pandemia de Covid-19. As instituições que lideram os ganhos são alvo de investigações abertas pelo governo para analisar cancelamentos unilaterais de contrato e práticas abusivas.

Os resultados das empresas, divulgados nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), evidenciam que o lucro até setembro é 180% superior ao relatado no mesmo período do ano anterior. Além disso, é o maior desde 2020 (quando o resultado alcançou R$ 15,9 bilhões).

Entre as companhias, o melhor resultado foi da Sul América Companhia de Seguro Saúde que alcançou o valor líquido de R$ 1,3 bilhão no acumulado do ano. Logo em seguida, ficaram Bradesco Saúde (R$ 895 milhões), Notre Dame Intermédica Saúde (R$ 606 milhões), Amil Assistência Médica Internacional (R$ 535 milhões) e Hapvida Assistência Médica (R$ 473 milhões).

As cinco estão na lista de companhias notificadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), relacionada ao Ministério da Justiça, após processo administrativo aberto no mês passado contra 14 operadoras de planos de saúde por cancelamentos unilaterais de contratos e outras práticas irregulares.

O processo foi aberto após 6.175 reclamações sobre cancelamentos unilaterais observadas de janeiro a abril deste ano, um aumento de 43% contra o mesmo período de um ano antes. 

A rescisão costuma ser comunicada sem tempo hábil para o paciente buscar alternativas e colocando em risco a continuidade de tratamentos a condições como câncer, autismo e outros que exigem atenção de longo prazo. De acordo com informações cedidas pelo governo.

Segundo a Senacon, a partir das reclamações foi feito um estudo detalhado de monitoramento de mercado que identificou irregularidades nas rescisões contratuais.

A entidade apontou que as operadoras têm explorado brechas contratuais ou interpretado normas de maneira desfavorável aos consumidores para justificar os cancelamentos. O levantamento também mostrou que os rompimentos unilaterais são feitos sem justificativa adequada ou desrespeitam o princípio de continuidade do atendimento.

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