Saúde

Por que você não emagrece mesmo se exercitando e controlando a alimentação? Descubra motivos ocultos

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Processo de emagrecimento tem muitos fatores fundamentais para ser bem sucedido  |   Bnews - Divulgação freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 11/08/2025, às 14h07 - Atualizado às 14h22



Quais são os principais motivos para uma pessoa não emagrecer, mesmo praticando exercícios corretamente e mantendo um estilo de vida bem controlado? A resposta pode estar em alguns fatores fundamentais que influenciam o processo de perda de peso e são essenciais para alcançar sucesso nessa jornada.

De acordo com o VivaBem, do Uol, existem alguns desequilíbrios hormonais que podem funcionar como verdadeiros sabotadores do emagrecimento, mesmo quando a pessoa se dedica à rotina de treino e alimentação. O endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, relata três causas hormonais que precisam ser observadas:

“Quando o paciente não perde peso mesmo se esforçando, investigamos hipotireoidismo (tireoide lenta), resistência à insulina e alterações dos hormônios sexuais, como na síndrome dos ovários policísticos.”

O hipotireoidismo diminui o ritmo do metabolismo, tornando a queima de calorias mais complicada. A resistência à insulina contribui para o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. O endocrinologista ressalta ainda que:

“A síndrome dos ovários policísticos provoca desequilíbrios hormonais que aumentam o apetite, inflamam o organismo e dificultam a resposta ao exercício e à dieta.”

A qualidade do sono também influencia na dificuldade de regular o peso. Quando a pessoa não dorme direito, o organismo tem menos energia e, consequentemente, o corpo entra em estado de alerta, dificultando o emagrecimento. A falta de sono prejudica a regulação de hormônios-chave, como cortisol, leptina e grelina.

Além da alimentação desregulada, o gasto energético realizado pelo metabolismo basal — que é a energia consumida pelo corpo apenas para manter suas funções básicas — e a atividade física diária têm grande influência no balanço calórico.

Outro ponto de alerta, segundo a nutróloga Isolda Prado, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), é a prática de dietas genéricas famosas nas redes sociais, que trazem riscos, pois:

“Esses planos ignoram a individualidade metabólica, o gasto energético, o ciclo hormonal (especificamente em mulheres), o ritmo circadiano (ciclo que regula o sono) e até as preferências alimentares. É fundamental investigar se há déficit calórico, disbiose intestinal, inflamações silenciosas ou deficiências nutricionais, como baixos níveis de vitamina D, magnésio, zinco e B12, nutrientes essenciais para o funcionamento adequado do metabolismo, do sistema imunológico e da produção de energia.”

Entre as recomendações estão a conscientização alimentar e a análise detalhada do que se consome, com registros para melhor controle.

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