Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 22/05/2025, às 12h49
A britânica Ethel Caterham, de Surrey, acaba de ser reconhecida oficialmente como a pessoa viva mais velha do mundo, aos impressionantes 115 anos. Mas, afinal, o que está por trás de uma vida tão longa? Será que existe uma fórmula secreta para chegar a essa idade?
Embora supercentenários como Ethel sejam exceções raríssimas, pesquisas apontam que alguns hábitos podem, sim, aumentar nossas chances de viver mais e com mais saúde. Confira as principais dicas extraídas de estudos sobre longevidade:
Movimente-se sempre
Manter-se ativo faz toda a diferença. Estudos mostram que incluir pelo menos 75 minutos de caminhada rápida por semana pode acrescentar até dois anos à expectativa de vida. Mas atenção: não basta apenas praticar exercícios; é fundamental evitar longos períodos sentado. Levantar-se a cada 30 minutos, caminhar até colegas em vez de mandar mensagens e ficar em pé no transporte público são pequenas atitudes que contribuem para uma vida mais longa.
Alimente-se bem
O clássico conselho das avós nunca esteve tão certo: coma mais frutas, vegetais, grãos integrais, nozes e leguminosas. Uma pesquisa com 100 mil pessoas ao longo de 30 anos revelou que quem chega aos 70 anos com saúde costuma consumir menos carnes processadas, frituras e açúcar. Além disso, práticas como jejum intermitente e restrição calórica podem trazer benefícios, mas ainda são necessários mais estudos em humanos para comprovar seus efeitos a longo prazo.
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Durma com qualidade
O sono é um dos pilares da longevidade. Um estudo britânico com meio milhão de pessoas mostrou que padrões irregulares de sono aumentam em 50% o risco de morte precoce. O ideal é dormir entre 7 e 9 horas por noite, sempre que possível, mantendo horários regulares.
Gerencie o estresse
Altos níveis de estresse, especialmente desde a infância, podem prejudicar a saúde e acelerar o envelhecimento. Por outro lado, idosos resilientes ao estresse vivem mais. Práticas como ioga e manter uma vida social ativa ajudam a fortalecer a mente e o corpo. Pessoas com mais de 65 anos que se envolvem em atividades sociais diariamente têm três vezes mais chances de viver mais cinco anos do que aquelas que se isolam.
E a genética?
Por mais que hábitos saudáveis ajudem, a genética também tem um papel importante: estima-se que entre 20% e 40% da longevidade seja determinada pelos genes. No entanto, nem mesmo uma “sorte genética” garante tudo: Ethel Caterham, por exemplo, perdeu as duas filhas antes de completar 115 anos.
No fim das contas, não existe uma receita mágica. Mas, se você quer aumentar suas chances de chegar longe, aposte em uma rotina ativa, alimentação equilibrada, sono de qualidade e conexões sociais fortes. Afinal, mesmo que a genética seja um fator, cuidar do corpo e da mente é sempre o melhor caminho para uma vida longa e saudável.
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