Saúde

RISCO À SAÚDE: Anvisa investiga casos de perda de visão ligados ao uso de canetas emagrecedoras

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Agência investiga possíveis relações entre medicamentos e perda de visão em usuários de canetas emagrecedoras.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ TV GLOBO
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 27/09/2026, às 12h58



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações suspeitas de uma doença ocular que pode provocar perda de visão em pessoas que utilizaram medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Segundo reportagem do G1, a apuração busca verificar se existe uma possível relação entre os casos e o uso desses medicamentos.

Os relatos são de pacientes que usavam medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, classe que inclui medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e da diabetes. A Anvisa acompanha os registros por meio do sistema de farmacovigilância e avalia possíveis alertas de segurança.

COMO FUNCIONA A DOENÇA 

A doença funciona como um infarto no nervo que liga o olho ao cérebro. Os pequenos vasos que o irrigam entopem, parte das células nervosas morre e a visão de um dos olhos piora de repente, muitas vezes sem recuperação completa.

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A agência faz uma ressalva de que uma notificação de evento adverso não significa, por si só, que o medicamento tenha causado o problema. É necessário analisar cada caso e outras possíveis causas antes de estabelecer uma relação de causalidade. O caso segue sob investigação da agência.

CASOS

No período entre dezembro de 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos envolvendo agonistas do GLP-1, conforme documento conjunto da agência com a Polícia Federal. A Anvisa já acompanha o aumento de novas notificações relacionadas aos medicamentos dessa classe.

A recomendação é que esses medicamentos sejam utilizados somente conforme as indicações aprovadas e com prescrição e acompanhamento médico. Desde junho de 2025, a entrega desses produtos passou a exigir retenção de receita.

A investigação deve continuar para determinar se há associação entre os medicamentos e os problemas de visão relatados.
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